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|Radar Econômico| Não é só sobre bandidos, é sobre justiça.

Foto: Operação policial no Rio de Janeiro deixa pelo menos 121 mortos / Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

Por Janine Alves, colunista do Portal Making Of

 

Nos morros onde o Estado falha em garantir segurança e dignidade, moram pessoas que trabalham, estudam e apenas desejam viver em paz — mas também moram policiais que temem ser reconhecidos, vivendo sob o mesmo risco de quem juraram proteger. São territórios onde o abandono público alimenta o crime, e a omissão de décadas é seguida por operações violentas que matam bandidos, inocentes e agentes da lei, sem que nada mude de fato. A fronteira entre a legalidade e a tragédia se confunde, e a classificação de quem é “bandido” muitas vezes depende apenas da ótica do observador — se está de chinelo e sem camisa, ou se disfarça o viés atrás de uma gravata.

A deputada federal e ex-governadora Benedita da Silva (PT-RJ), aos 83 anos, emocionou o plenário ao lembrar que viveu 57 anos em um morro: “Não pode ser natural ir a um território com milhares de pessoas e fazer uma operação a céu aberto, colocando famílias em pânico e crianças fora da escola. Nós não defendemos bandidos, defendemos as famílias decentes que limpam as casas, cuidam dos filhos e dos cachorros dos senhores e senhoras”. A dor expressa por Benedita ecoa a injustiça social e a falência das políticas públicas — um retrato cruel de um país onde a ausência do Estado se faz presente apenas pela força. E lá, quem governa é quem aposta na arma como defesa — mas também usa a arma como ataque.

Muitos estados, inclusive Santa Catarina, apressaram-se em oferecer suas forças policiais ao Rio de Janeiro como demonstração de apoio. No entanto, o que o país realmente precisa é do fortalecimento das forças de inteligência — aquelas capazes de agir antes do disparo, prevenindo novas chacinas com estratégia, investigação e planejamento. A segurança pública não se constrói com mais fuzis, mas com políticas consistentes e a presença efetiva do Estado nas comunidades. Inserir viés ideológico onde deveria prevalecer cooperação e humanidade é transformar tragédias em palanque político para as próximas eleições — e, se a intenção for essa, qualquer esforço estará condenado ao fracasso.

A Comissão de Direitos Humanos do Senado vai pedir explicações ao governo do Rio de Janeiro sobre a operação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na terça-feira (28). Considerada a ação mais letal da história do estado, a operação resultou em mais de 120 mortes e tinha como objetivo cumprir cem mandados de prisão contra integrantes da facção Comando Vermelho.

 

📊 Termômetro da Economia

Acompanhe os principais indicadores que mostram o pulso da economia em Santa Catarina, no Brasil e no mundo.

Destaques:

Máxima histórica do Ibovespa. O principal índice da bolsa brasileira atingiu um novo recorde e fechou acima dos 148 mil pontos pela primeira vez, encerrando o pregão desta quarta-feira (29) com alta de 0,82%, aos 148.632,93 pontos. Durante o dia, o índice chegou a ultrapassar os 149 mil pontos.

O movimento reflete o otimismo dos investidores após o Federal Reserve (Fed) anunciar novo corte de 0,25 ponto percentual nos juros dos Estados Unidos, reduzindo a banda para 3,75% a 4% ao ano. Esse foi o segundo corte consecutivo, já amplamente esperado pelo mercado.

O dólar teve leve queda frente ao real, em um cenário de expectativa também pelo encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, que pode influenciar as relações comerciais globais.

Pix bate recorde e movimenta R$ 1,7 trilhão em setembro. O resultado foi impulsionado principalmente pelos pagamentos realizados por pessoas físicas, cujas transferências cresceram 17,9% em valores e 11,6% em quantidade em relação ao mesmo período do ano anterior. No comércio, o avanço foi ainda mais expressivo — 26,5% em valores e 38,2% em volume de operações —, enquanto as transações ligadas a atividades financeiras, de seguros e serviços dispararam 127,6% em valores e 38,5% em número de transações. O saldo total das operações de crédito no país atingiu R$ 6,8 trilhões no mês.

 

|Indicadores da Semana|

Os indicadores econômicos divulgados nesta semana mostram avanço da balança comercial, leve aceleração da inflação e contrastes setoriais nas exportações brasileiras. Segundo o MDIC, até a 4ª semana de outubro, o país registrou superávit comercial de US$ 4,93 bilhões, alta de 47,3% em relação ao mesmo período de 2023. As exportações cresceram 4,4% (US$ 25,02 bilhões), enquanto as importações caíram 2,6% (US$ 20,09 bilhões), elevando a corrente de comércio para US$ 45,11 bilhões (+1,1%). O destaque foi o setor Agropecuário, com alta de 20,2%, seguido pela Indústria Extrativa (+8,1%), enquanto a Indústria de Transformação recuou 2%. Entre os produtos que mais contribuíram estão milho, café e soja, além de minério de ferro, cobre, alumínio, carne bovina e ouro.

De acordo com o IBGE, o IPCA de setembro ficou em 0,48%, após queda de 0,11% em agosto, levando a inflação acumulada para 3,64% no ano e 5,17% em 12 meses. Em Santa Catarina, o desempenho econômico segue acima da média nacional, acompanhando as tendências positivas das exportações e da atividade industrial, mas sob influência direta do cenário macroeconômico brasileiro.

 

📡 |Radar Político|

Fatos que marcaram a semana e expõem as disputas de poder, com impactos diretos na vida em sociedade e nos rumos da economia.

 

Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Arquivo/Secom

Especialistas em direito do trabalho e economistas alertaram para os impactos da pejotização — a transformação de empregados em pessoas jurídicas (PJ) — sobre a proteção trabalhista e a arrecadação previdenciária, durante seminário do Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara. Estimativas apontam que o fenômeno já gerou perdas de R$ 109 bilhões entre 2022 e 2025, com cerca de 5 milhões de trabalhadores com carteira assinada convertidos em empresas, segundo o Ministério do Trabalho. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu um equilíbrio entre flexibilidade econômica e proteção social, enquanto o ministro do TST, Augusto César de Carvalho, classificou a pejotização fraudulenta como “fraude trabalhista disfarçada de eficiência fiscal”. Para o Ministério Público do Trabalho, se o STF liberar a prática sem restrições, isso representará o “início do fim do sistema de proteção ao trabalho humano no Brasil”, agravando a precarização e comprometendo a sustentabilidade da Previdência Social.

 

 📡 |Sustentabilidade & Regeneração|

Histórias e práticas que revelam como empresas estão integrando sustentabilidade, impacto social e inovação regenerativa aos seus modelos de negócio.

 

Foto: Natura / Crédito: divulgação.

Programa pioneiro de saúde e bem-estar para catadores e cooperados. A Natura anunciou um programa inédito de benefícios voltado à saúde e ao bem-estar de catadores e cooperados que integram sua cadeia de fornecimento de materiais reciclados, em parceria com a AVUS Saúde. A iniciativa garante adesão gratuita e sem mensalidade, com custos fixos financiados pela empresa, permitindo aos beneficiários pagarem apenas pelos serviços utilizados — como consultas médicas a partir de R$ 59,90, teleatendimentos 24h, exames e medicamentos com até 80% de desconto e atendimento odontológico acessível. O programa também oferece apoio social e psicossocial por meio dos canais Ângela, Central Social e Ligue Câncer, ampliando o alcance para cerca de 15 mil pessoas. Segundo Sérgio Talocchi, gerente sênior de Cadeias Sustentáveis da Natura, a ação reforça o compromisso da empresa com a dignidade e os direitos humanos na cadeia de valor, promovendo impacto positivo “da cooperativa à família”. A iniciativa será apresentada na COP30, somando-se ao programa Elos e a outras ações da marca voltadas ao fortalecimento da reciclagem e à economia circular.

 

📡 |In-Sustentabilidade| 

Foto: Manguezal do Itacorubi / Crédito: divulgação.

Florianópolis na contramão do mundo. Enquanto cidades ao redor do planeta reforçam políticas para proteger vidas e mitigar os efeitos econômicos das mudanças climáticas, Florianópolis parece seguir o caminho inverso. Um relatório da Câmara de Vereadores coloca em xeque 33% das Unidades de Conservação (UCs) do município — parques, refúgios e áreas naturais que funcionam como barreiras naturais contra enchentes, deslizamentos e tragédias anunciadas.

A proposta, relatada pelo vereador Claudinei Marques (Republicanos), questiona a validade de 11 áreas protegidas sob o argumento de que suas delimitações seriam inconstitucionais e restringiriam o “desenvolvimento urbano” e o “direito de propriedade”. O texto, que já chamou a atenção do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), expõe a contradição de uma cidade que se vende como sustentável, mas enfraquece suas bases ecológicas em nome da expansão imobiliária.

A defesa do meio ambiente tem lado — o lado da vida —, mas não deveria ter partido. O ataque, contudo, vem justamente de quem deveria proteger a capital dos catarinenses e exercem cargos públicos e mandato na Câmara de Florianópolis com apoio do executivo municipal. Vereadoras como Carla Ayres (PT) e Ingrid Sateré Mawé (PSOL), os vereadores Leonel Camasão (PSOL) e Afrânio Boppré (PSOL), além do deputado estadual Marquito (PSOL), não são “pessoas do contra”, como insistem em rotulá-los aqueles que não têm argumento. São representantes comprometidos com o passado, o presente e o futuro de Florianópolis. Em suas trajetórias, carregam a defesa da história, do meio ambiente e das pessoas que vivem na cidade. Estão engajados na proteção das áreas de conservação permanente e na garantia do aproveitamento público da antiga rodoviária — conscientes de que preservar é também proteger vidas, a infraestrutura, o setor produtivo e o comércio local. E não se pode, em nome do crescimento, sobrepor os interesses imobiliários a todos os demais.

Esse debate não deveria ser guiado por ideologias de esquerda ou direita, mas por bom senso, planejamento e responsabilidade diante dos desastres naturais cada vez mais frequentes. Enquanto o discurso do “progresso” acelera novas construções e ocupações em áreas sensíveis, a mobilidade, a infraestrutura e a segurança urbana permanecem no papel — evidenciando que Florianópolis cresce, mas não necessariamente se desenvolve.

 

Às vésperas da COP30, que será sediada pelo Brasil em Belém, a Oxfam divulgou o relatório “Saque Climático: como poucos poderosos estão levando o planeta ao colapso”, revelando que a crise climática é, sobretudo, uma crise de desigualdade. O estudo mostra que o 0,1% mais rico do mundo emite mais carbono em um único dia do que metade da população global em um ano inteiro, enquanto o 1% mais rico já consumiu mais que o dobro do orçamento de carbono disponível desde o Acordo de Paris (2015). Além do consumo desproporcional, cerca de 60% dos investimentos bilionários estão concentrados em petróleo, gás e mineração, e as emissões associadas a apenas 308 bilionários superam as de 118 países combinados. O relatório aponta que essa elite usa seu poder econômico para bloquear avanços nas negociações climáticas e perpetuar a dependência dos combustíveis fósseis, gerando 1,3 milhão de mortes por calor e US$ 44 trilhões em prejuízos econômicos. Para a Oxfam, taxar grandes fortunas, limitar o lobby corporativo e incluir povos indígenas e a sociedade civil nas decisões é o caminho para frear o colapso e construir um futuro climático justo e sustentável.

  

💼 Negócios em Movimento

Cases de sucesso que mostram a força, a inovação e a presença estratégica das pessoas, empresas e instituições catarinenses no Brasil e no mundo.

 

Foto: Raquel Carneiro, economista e uma das fundadoras da Longevesse / Crédito: divulgação.

Planejar a aposentadoria é uma decisão de longo prazo.  O 8º Raio X da Anbima mostra que a maioria dos brasileiros ainda depende majoritariamente da previdência pública (INSS), mesmo entre os que investem, evidenciando a importância de antecipar o planejamento da aposentadoria como uma estratégia econômica e financeira. Nesse contexto, a Longevesse, startup pré-incubada no Centro de Inovação de Blumenau, atua na gestão de finanças e aposentadorias públicas (INSS e RPPS Federal), com foco em promover um envelhecimento financeiramente sustentável. Idealizada por Raquel Carneiro, economista especialista em planejamento e tributação previdenciária e pós-graduanda em envelhecimento humano, e por Simone Follmann, economista e mestre em neurociências, a empresa desenvolveu o Indicador de Vida Atual (IVA) — ferramenta baseada na neurociência comportamental que ajuda cada pessoa a identificar o pilar prioritário da vida (financeiro, previdenciário, saúde física ou mental) e o nível de autonomia para mudar hábitos. O teste, disponível em longevesse.com.br, oferece um diagnóstico personalizado que orienta decisões mais assertivas sobre finanças pessoais, previdência e qualidade de vida, tanto para indivíduos quanto para empresas comprometidas com a sustentabilidade econômica e o bem-estar de seus colaboradores.

 

Uso de inteligência artificial para ampliar a transparência pública. A cidade de Rio do Sul tornou-se pioneira no país ao adotar inteligência artificial no Portal da Transparência, por meio da assistente Dara, desenvolvida pela govtech IPM Sistemas, que permite aos cidadãos consultarem de forma simples e rápida informações sobre gastos, licitações, contratos, obras e convênios públicos, com respostas automáticas e links diretos para os documentos oficiais. Segundo a secretária de Administração, Laiana da Silva Ossemer, a iniciativa “facilita o acesso do cidadão aos dados públicos, muitas vezes difíceis de localizar”, enquanto o coordenador de P&D da IPM, José Luis Mauricio, destaca que a IA “torna o processo de consulta mais acessível e compreensível, fortalecendo a transparência e o controle social”.

 

Univali investe mais de R$ 10 milhões em nova unidade no Sapiens Parque. A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) iniciou as obras de revitalização do casarão histórico localizado na entrada do Sapiens Parque, em Florianópolis, com investimento superior a R$ 10 milhões. O projeto prevê o retrofit completo do prédio e a instalação de dois laboratórios inéditos em Santa Catarina: o BeLab, voltado à área da saúde e pioneiro no uso de fresh frozen cadavers para simulações médicas realistas, e o Lumen, Laboratório de Usos Modernos da Energia, dedicado à transição energética e ao desenvolvimento de soluções para carregamento de veículos elétricos e energia fotovoltaica. A entrega está prevista para março de 2026, com início das atividades acadêmicas em abril. Segundo o reitor Valdir Cechinel Filho, o projeto “une ciência, tecnologia e inovação, ampliando a presença da Univali em Florianópolis e fortalecendo o ecossistema catarinense de pesquisa e empreendedorismo”. Para Eduardo César Cordeiro Vieira, presidente do Sapiens Parque, a parceria representa “um marco para o parque e para a cidade, consolidando o Sapiens como polo de inovação e de atração de talentos e investimentos”.

 

Foto: Otavio Margarida, presidente da Associação dos Notários e Registradores do Estado de Santa Catarina (Anoreg/SC) / Crédito: Renato Gama

Santa Catarina: referência mundial em atos notariais eletrônicos. Com mais de 1 milhão de atos notariais digitais realizados desde 2020 pela plataforma e-Notariado, Santa Catarina consolida-se como referência mundial na transformação digital dos serviços notariais, aliando eficiência, segurança e inovação jurídica. Desenvolvida pelos tabeliães brasileiros e regulamentada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ferramenta permite a realização de escrituras e outros documentos de forma 100% online, com a mesma validade dos presenciais. O reconhecimento internacional do modelo brasileiro será reforçado na Law, Justice and Development Week 2025, promovida pelo Banco Mundial em Washington (EUA), onde o país apresentará a experiência de sucesso. Para Otavio Margarida, presidente da Anoreg/SC, o avanço catarinense “coloca o Brasil na vanguarda mundial da prática de atos eletrônicos, unindo eficiência, inovação e segurança jurídica para a população.”

 

A Autoimpact, empresa catarinense sediada em Palhoça e uma das três maiores fornecedoras de palhetas de para-brisa do país, conquistou pela terceira vez consecutiva o selo Great Place to Work (GPTW), reconhecimento internacional que destaca as melhores empresas para se trabalhar. De acordo com Leonardo Salomé, CEO da empresa, a conquista reflete “uma cultura organizacional sólida, construída com base em valores claros, processos transparentes e cuidado genuíno com as pessoas”. Com a maior linha de limpadores de para-brisa da América do Sul, atendendo 99% da frota nacional e importada, a Autoimpact cresce acima da média do mercado, apoiada em três pilares — qualidade, atendimento técnico e logística de alta performance — e mantém investimentos contínuos em inovação, com lançamentos para veículos elétricos e híbridos, além de programas de capacitação de distribuidores e lojistas em todo o país.

 

Foto: Graziele Bernardes Lopes / Crédito: divulgação.

Negociação de débitos fiscais. A Procuradoria-Geral do Estado de Santa Catarina (PGE/SC) publicou a Portaria GAB/PGE nº 128/2025, ampliando as possibilidades de negociação de débitos fiscais por meio dos Negócios Jurídicos Processuais (NJP), inclusive de ICMS, com prazos de pagamento de até 120 meses — ou 145 meses para empresas em recuperação judicial — e possibilidade de substituição ou liberação de garantias. Segundo a advogada Graziele Bernardes Lopes, o novo instrumento “representa um avanço significativo na política de governança jurídica e de resolução consensual de litígios tributários, ao permitir que contribuintes e o Estado negociem com base em critérios de vantajosidade e capacidade de pagamento”. A medida integra o Programa de Governança Jurídica e Defesa Estratégica do Estado (PROGEDES) e o Concilia + SC, e antecede a regulamentação da transação tributária estadual prevista na Lei nº 19.398/2025, que permitirá descontos sobre juros, multas e encargos, consolidando um novo modelo de cobrança mais racional e colaborativo em Santa Catarina.

 

🧭 Circuito

Acompanhe os eventos que movimentam o setor econômico em Santa Catarina

 

Foto: Cássia Liandra Carvalho, Flavia Bitencourt e Marina Leite / Crédito: divulgação.

Lançamento do livro “Ponte para Investimentos” reúne empreendedoras e lideranças do ecossistema de inovação em Florianópolis. O livro “Ponte para Investimentos: caminhos para financiar o empreendedorismo inovador” foi lançado no dia 28 de outubro, na Casa Hurbana Bocaiúva, em Florianópolis, como o terceiro título da série Ponte para a Inovação, criada por Rodrigo Lóssio e Daniel Leipnitz — referência nacional na difusão de conhecimento sobre inovação e empreendedorismo. Escrito por Cássia Liandra Carvalho, Flavia Bitencourt e Marina Leite, o novo volume explica, de forma acessível e estratégica, como o capital circula nos ecossistemas de inovação, abordando desde o investimento anjo até fusões, aquisições e tokenização. Com 25 capítulos assinados exclusivamente por mulheres atuantes em fundos, startups e instituições como XP Asset, B3, Finep, ACATE, Sebrae e Bradesco BBI, a obra reúne experiências reais e estratégias práticas sobre governança e captação de recursos. Publicado pela Santa Editora e com edição executiva de Letícia Wilson, o livro terá lançamento em São Paulo em novembro e versão digital disponível em breve.

Controle de Constitucionalidade. O advogado catarinense André Luiz Will, integrante do time de especialistas da Menezes Niebuhr, lançou no Paraná o livro “Controle de Constitucionalidade do Processo Legislativo – A atuação dos partidos políticos perante o Supremo Tribunal Federal”. O evento, promovido pela Assembleia Legislativa do Estado, por meio da Escola do Legislativo, reuniu estudantes de Direito, servidores públicos e professores do Paraná e de Brasília. A obra é fruto de pesquisas desenvolvidas durante o Mestrado em Direito pela UFSC e analisa os limites da atuação do Poder Judiciário na apreciação de propostas legislativas ainda em tramitação, discutindo o papel dos partidos políticos e o equilíbrio entre os Poderes no controle de constitucionalidade.

 

Semana de regularização do MEI movimenta o Mercado Público de Florianópolis. O Balcão do MEI, no Mercado Público de Florianópolis, promove de 3 a 7 de novembro a ação “MEI: Formalize, Regularize e Cresça”, com atendimentos gratuitos e orientação para empreendedores que desejam abrir, manter ou expandir seus negócios. A iniciativa é uma parceria entre a Casa do Empreendedor, SEBRAE/SC, CDL Florianópolis e entidades parceiras, e contará com a participação da TXM Methods, que levará o programa Empodera, voltado à capacitação gratuita de mulheres empreendedoras em gestão e empreendedorismo. Além de formalização e regularização de MEIs, o evento oferece consultorias, capacitações e acesso a crédito pelo Programa Juro Zero SC, do Banco do Empreendedor. Segundo Ivan dos Santos, diretor da Casa do Empreendedor, “regularizar é o primeiro passo para evoluir”, destacando que o objetivo é unir orientação técnica e incentivo ao crescimento, fortalecendo o protagonismo econômico local e consolidando o Mercado Público como espaço de desenvolvimento e inclusão produtiva.

Os colunistas são responsáveis por seu conteúdo e o texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal Making of.

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