Por Janine Alves, colunista do Portal Making Of
A emergência climática deixou de ser um alerta distante e passou a compor o cotidiano dos municípios catarinenses. Do avanço do mar às tempestades cada vez mais severas, das áreas frágeis pressionadas pelo crescimento urbano às falhas de gestão ambiental, os impactos econômicos já estão no centro da agenda. A coluna desta semana também analisa como decisões políticas, jurídicas e administrativas revelam tanto a dimensão da crise quanto as oportunidades de correção de rota.
Desastres deixam de ser exceção. Santa Catarina vive uma escalada de eventos extremos que deixa claro: a emergência climática já é parte da rotina. Nesta semana, o governo do Estado reconheceu a situação de emergência em São Francisco do Sul por erosão costeira — o mar avançou sobre a faixa litorânea, destruiu trechos da orla e comprometeu áreas de restinga e infraestrutura. O caso se soma a decretos homologados em Tangará, Nova Veneza, Abelardo Luz, Itapema, Florianópolis, Dionísio Cerqueira, Faxinal dos Guedes e Xanxerê, atingidos por chuvas intensas, ressacas e até tornados. A multiplicação de decretos evidencia a vulnerabilidade climática catarinense e reforça a urgência de políticas permanentes de adaptação, proteção das áreas sensíveis e infraestrutura resiliente — sob risco de que o excepcional se torne o novo normal.
Dunas ameaçadas, cidades vulneráveis: o impacto econômico da decisão sobre as restingas. A decisão do STJ que reconheceu como APP toda restinga situada numa faixa de 300 metros da preamar máxima muda, de forma silenciosa e profunda, o modelo de ocupação do litoral brasileiro. Em Santa Catarina, onde 58% das restingas já foram degradadas, a medida traz segurança jurídica, mas também escancara o custo de anos de expansão urbana em áreas frágeis. Cada empreendimento aprovado sem análise de risco se converte, no futuro, em obras emergenciais, reconstrução de infraestruturas e prejuízos milionários após cada ressaca. Com a nova regra, municípios terão de rever licenciamentos e internalizar custos antes empurrados ao meio ambiente — uma mudança que reforça que adaptação climática custa menos do que remediar desastres.
A emergência climática tem impacto direto nas contas públicas, na infraestrutura, no turismo e na qualidade de vida da população.
A agenda ambiental deixou de ser acessória e tornou-se econômica: cidades que não se adaptarem agora pagarão mais caro depois — em reconstruções, perdas produtivas e danos irreversíveis. Santa Catarina tem capacidade técnica e institucional para liderar uma virada, mas isso exige planejamento, rigor e coerência entre discurso e prática.
|A Capital|
Enquanto isso na COP30: Florianópolis fala em lixo zero, mas falha em proteger o essencial.
Muitas vezes, inovar significa apenas fazer o certo: fortalecer o Plano Diretor, garantir a proteção ambiental e adotar medidas que realmente reduzam o risco de desastres naturais. Em Florianópolis, porém, enquanto se discute inovação na COP30, o básico ainda não está assegurado. O Norte da Ilha viveu, na última temporada, o sufoco do lixo acumulado nas ruas e do mau cheiro — um cenário incompatível com qualquer discurso de “lixo zero”. A contradição se agrava quando áreas de preservação permanente seguem ameaçadas por uma comissão da Câmara Municipal, com apoio do próprio prefeito Topázio Neto. Ao mesmo tempo em que lideranças catarinenses buscam, em Belém, soluções financiáveis e tecnológicas para enfrentar a emergência climática, a Capital ainda patina em questões fundamentais de gestão, planejamento urbano e preservação de seus ecossistemas.
Lagoa da Conceição pede socorro: um mês de contaminação expõe falhas de gestão ambiental. Um mês após o aparecimento de espuma na Lagoa da Conceição, os sinais de contaminação se multiplicam: esgoto irregular, manchas azuladas e presença crescente de microrganismos indicam um ecossistema sob forte estresse. Mesmo diante da gravidade do quadro, a Prefeitura não apresentou ações reais de recuperação nem medidas para enfrentar a origem do problema. A crise da Lagoa é resultado de uma gestão fragmentada, que não reconhece a importância ecológica e econômica de um dos principais cartões-postais da cidade. Sem ação imediata, o prejuízo ambiental e econômico tende a crescer, afetando turismo, qualidade da água e a própria vida da comunidade local.

Associação de Moradores Ingleses e Santinho se posiciona: SOS Praia dos Ingleses — O avanço agressivo do mar na Praia dos Ingleses, intensificado após o alargamento, transformou uma obra que deveria proteger a orla em motivo de preocupação crescente. Em um trecho específico — justamente onde a draga permaneceu por mais tempo — as ondas invadem a faixa de areia a cada maré alta, comportamento jamais visto pelos moradores antes da intervenção. Enquanto em Canasvieiras o mar permanece estável, nos Ingleses a erosão já compromete estruturas de prédios, derruba postes e expõe moradores e turistas a riscos reais, configurando um problema não apenas ambiental, mas de segurança pública. A Associação de Moradores Ingleses e Santinho cobra respostas imediatas, ação da Defesa Civil e transparência da Prefeitura, alertando que, sem medidas urgentes, o prejuízo pode ser irreversível — inclusive para vidas humanas.

A audiência pública realizada na Câmara de Vereadores expôs o abandono da Antiga Rodoviária e reforçou o compromisso da sociedade com a proteção da história de Florianópolis. De forma unânime, ficou comprovado que o estado de degradação do prédio resulta de anos de omissão da Prefeitura e que não há justificativa técnica para sua demolição, já que laudos do MPSC e do Corpo de Bombeiros atestam a plena recuperabilidade da estrutura, desmontando o discurso de “risco iminente” usado para legitimar a venda do terreno. Se houvesse risco real, questionaram os participantes, por que a área não está sequer isolada, em descumprimento à ordem judicial? Diante desse cenário, a audiência aprovou três medidas imediatas — cercamento, iluminação e videomonitoramento — para proteger o bem enquanto a solução definitiva é construída. A pressão de movimentos sociais, ativistas culturais e especialistas levou a base governista a retirar o projeto que autorizava a demolição e a alienação da área, abrindo espaço para um debate mais transparente sobre o futuro do prédio. Para o vereador Afrânio Bopré (PSOL), o recuo representa uma vitória da sociedade e da defesa do patrimônio público, reforçando a necessidade de que a Prefeitura cumpra imediatamente as medidas aprovadas e assegure um processo democrático sobre o destino de um dos marcos urbanos mais emblemáticos da cidade.

Segurança pública não é campo para experimentos nem para amadores — e o novo programa de Florianópolis exige olhar atento. A Câmara aprovou o projeto que cria o serviço voluntário de apoio à Segurança e Ordem Pública, permitindo que moradores atuem como agentes comunitários em ações educativas, preventivas e de suporte à Guarda Municipal, Defesa Civil e à fiscalização. Embora a proposta busque aproximar a comunidade das políticas de segurança e incentivar o engajamento cívico, o tema exige cuidado redobrado: segurança é área sensível, complexa e não pode ser tratada como espaço de improviso. Os voluntários — sem vínculo empregatício e sem remuneração — precisarão passar por capacitação da Guarda Municipal, apresentar certidões negativas, exame toxicológico e comprovar aptidão física e mental. A iniciativa pretende fortalecer a prevenção e o diálogo comunitário, mas dependerá de critérios rigorosos, acompanhamento permanente e responsabilidade institucional absoluta — porque segurança pública não admite improvisação. Dar atribuições na área de segurança a pessoas sem formação adequada pode gerar mais insegurança, mais conflito e maior risco de abuso de poder.
Florianópolis tem a segunda cesta básica mais cara do país, aponta DIEESE. Em outubro de 2025, o valor médio da cesta básica na capital catarinense chegou a R$ 824,57, deixando Florianópolis atrás apenas de São Paulo (R$ 847,14) no ranking nacional. Segundo o DIEESE, um trabalhador que recebeu o salário-mínimo precisou dedicar 119 horas e 30 minutos de trabalho para comprar o conjunto de alimentos essenciais. A cidade mantém tendência de preços elevados: só em outubro, o aumento foi de 1,66%, e o custo tem se mantido entre os mais altos do Brasil — reflexo também de pesquisas anteriores que apontaram Florianópolis como a capital onde a refeição fora de casa é a mais cara.
|Radar|

A Receita vai cruzar tudo e os contratos de gaveta estão com os dias contados. Com o novo Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), cada imóvel passará a ter um identificador único — um “CPF do imóvel” — conectando informações de cartórios, prefeituras e Receita Federal. Isso significa que contratos de aluguel não declarados poderão gerar multas de até 75% do valor devido, e, a partir de 2027, proprietários com mais de três imóveis alugados podem pagar novos tributos como IBS e CBS. A saída mais inteligente é regularizar agora e avaliar a transferência dos imóveis para uma holding patrimonial, que reduz a carga tributária para cerca de 11,33%, aumenta a proteção do patrimônio e evita problemas futuros. Quem atrasar essa decisão corre o risco de aprender da pior — e mais cara — maneira.

Ciência com impacto global. Pelo quinto ano consecutivo, Rafael Pereira, chefe de ciência de dados do Instituto de Economia Aplicada – Ipea, integra o seleto grupo dos 2% de cientistas mais influentes do mundo, segundo ranking internacional da Elsevier e da Universidade Stanford. O reconhecimento reforça o alcance global das pesquisas produzidas pelo Ipea e celebra a excelência científica brasileira em dados, inovação e políticas públicas.
📊 Termômetro da Economia
Acompanhe os principais indicadores que mostram o pulso da economia em Santa Catarina, no Brasil e no mundo.

Inflação de outubro tem menor taxa em 27 anos. A inflação oficial do Brasil desacelerou para 0,09% em outubro de 2025, a menor variação para o mês desde 1998, quando o IPCA registrou 0,02%, segundo o IBGE. O resultado foi puxado pela queda nas tarifas de energia elétrica após a mudança na bandeira tarifária. No acumulado de 2025, a inflação está em 3,73%, e em 4,68% nos últimos 12 meses — ainda ligeiramente acima do teto da meta do Banco Central, mas marcando um movimento relevante de descompressão dos preços. A desaceleração reforça a expectativa de maior estabilidade inflacionária na reta final do ano.
Ibovespa salta 11,28% no mês. O Ibovespa subiu 11,28% em 30 dias e encostou em recordes nominais, impulsionado por fluxo externo, otimismo com juros globais e revisões positivas de lucros. O índice superou 158 mil pontos, embalado por commodities, bancos e varejo.
Indústria de SC cresce três vezes mais que o Brasil. De janeiro a setembro, a produção industrial catarinense avançou 3,1%, contra 1% do país. Destaques: produtos de metal (+16,7%), máquinas e equipamentos (+6,4%) e alimentos (+5,3%). Na comparação anual, SC cresceu 3,6%. Veículos, móveis e madeira seguem em retração.
Investimento estrangeiro dispara. Segundo a McKinsey, o Brasil recebeu US$ 37 bilhões em investimentos estrangeiros diretos entre 2022 e maio de 2025 — alta de 67%, contra 24% da média global. Energia lidera com 46% dos aportes, puxada pela agenda de transição energética.
Crise no arroz: exportação vira tema central. A compra de 137 mil toneladas anunciada pela Conab não convence as indústrias de Santa Catarina. Para o SindArroz-SC, a medida apenas adia o problema e mantém estoques elevados, derrubando o preço da saca para R$ 55. Indústrias planejam férias coletivas e paralisações. Lideranças defendem mecanismos de exportação, como PEP e Pepro, capazes de retirar mais de 1 milhão de toneladas do mercado e reequilibrar preços.
Sebrae/SC fortalece desenvolvimento no Extremo Oeste. Em visita a São Miguel do Oeste, lideranças do Sebrae trataram da adesão ao Programa Cidade Empreendedora, discutiram o Plano Municipal de Turismo e visitaram a Cooperoeste, reforçando projetos de produtividade e competitividade rural. A agenda integra poder público, cooperativas e governanças para transformar potencial econômico em resultados.
📡 |Radar Político|
Fatos que marcaram a semana e expõem as disputas de poder, com impactos diretos na vida em sociedade e nos rumos da economia.

Novo decreto do PAT moderniza vale-alimentação, reduz taxas e amplia concorrência, dizem entidades do setor. O decreto assinado pelo presidente Lula na última terça-feira (11) reformula o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e foi bem recebido por entidades da cadeia de alimentação, que há anos reclamavam de custos altos, lentidão nos reembolsos e pouca competição entre as operadoras. A Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares de São Paulo (Fhoresp) afirma que o modelo anterior deixava muitos estabelecimentos no prejuízo, afastando empresas do uso do vale-refeição. Com a nova regra — que limita a taxa cobrada dos restaurantes a 3,6%, acelera o repasse para até 15 dias e amplia a concorrência ao exigir a interoperabilidade total dos cartões em qualquer maquininha — a entidade prevê mais adesão, preços mais estáveis e benefícios diretos ao consumidor.
As mudanças, que devem alcançar mais de 20 milhões de trabalhadores, também reforçam que o valor do benefício será usado exclusivamente para alimentação. Para a ABERC, embora não haja alteração significativa para o setor de refeições coletivas, o decreto aumenta a liberdade de escolha dos trabalhadores e promete um ambiente mais transparente e competitivo. A abertura dos sistemas de pagamento deve ocorrer em até 180 dias, consolidando a modernização do PAT e reduzindo distorções que há anos pressionavam o varejo alimentício.
Tributação de rendimentos e novo teto para evitar bitributação. O PL nº 1.087/2025 cria um “teto” de carga tributária combinada entre empresa e sócio para evitar a bitributação dos lucros, limitando essa incidência, na maior parte dos casos, a 34% — soma das alíquotas nominais de IRPJ e CSLL. Quando a empresa já tiver alcançado essa alíquota efetiva mínima, o IRPFM devido pelo sócio será automaticamente reduzido, por meio de um redutor que impede que a tributação total ultrapasse o limite. O advogado Ricardo Anderle, sócio do Núcleo Tributário e Aduaneiro da Menezes Niebuhr, ressalta dois pontos que exigem atenção imediata: a exclusão da base do IRPFM dos lucros e dividendos apurados até 2025, e a necessidade de uma revisão fiscal e contábil ainda neste exercício. Segundo ele, antecipar e maximizar resultados até o final do ano pode ampliar a distribuição de dividendos sem incidência do novo imposto, garantindo melhor planejamento tributário antes das novas regras entrarem em vigor.
📡 |Sustentabilidade & Regeneração|
Histórias e práticas que revelam como empresas estão integrando sustentabilidade, impacto social e inovação regenerativa aos seus modelos de negócio.
STJ amplia proteção ambiental e acolhe parcialmente pedido do Ministério Público sobre áreas de restinga. A decisão da 2ª Turma do STJ que ampliou a proteção das áreas de restinga representa um marco ambiental para Santa Catarina e para todo o litoral brasileiro. Ao reconhecer que toda a restinga situada na faixa de até 300 metros da linha de preamar máxima deve ser considerada Área de Preservação Permanente (APP) — mesmo quando não exerce função fixa de dunas ou estabilização de manguezais — o Tribunal reforça a leitura científica e jurídica de que esse ecossistema é vital e extremamente frágil. Embora tenha rejeitado a tese mais ampla do MPSC, que pretendia transformar toda restinga do país em APP, o STJ estabeleceu um entendimento intermediário que fortalece a segurança jurídica e a proteção ambiental ao delimitar uma faixa sensível cuja ocupação passa a exigir maior rigor nos licenciamentos e na fiscalização. A medida tem impacto direto na organização urbana, na contenção da erosão costeira, na preservação da biodiversidade e na prevenção de desastres em um momento em que mais da metade das restingas catarinenses já foi degradada. Ao obrigar o órgão ambiental do Estado a adotar esse critério em todos os seus processos, a decisão corrige um retrocesso de 2017, alinha Santa Catarina às melhores práticas nacionais e internacionais e reafirma que desenvolvimento sustentável depende de planejamento responsável — especialmente no litoral, onde os riscos ambientais e climáticos são crescentes.

UFSC marca presença na COP30 com participação em livro sobre crise climática. Cinco professores da Universidade Federal de Santa Catarina integram o livro Além da COP30, lançado nesta terça-feira (11) em Belém durante a Conferência do Clima. Organizada pelo deputado federal Pedro Uczai, a obra reúne mais de 40 lideranças — entre elas Célia Xakriabá, Naomi Klein, Carlos Nobre e José Marengo — em reflexões sobre os desafios ambientais e sociais diante da aceleração das mudanças climáticas. Os docentes da UFSC assinam capítulos sobre plantio direto de hortaliças, pecuária de baixo carbono, florestas marinhas, energia solar fotovoltaica e governança territorial na agricultura familiar.
Santa Catarina levou à COP30 relatório coordenado pelo deputado Marquito. Santa Catarina levou à COP30, em Belém, o relatório “A Terra Pede Cuidado”, coordenado pelo deputado Marquito (Psol), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Alesc. O documento reúne propostas construídas em cinco conferências regionais — Lages, Joinville, Criciúma, Florianópolis e Chapecó — com a participação de lideranças indígenas, pesquisadores, ambientalistas e organizações da sociedade civil. As contribuições incluem criação de novas áreas de proteção ambiental, fortalecimento da educação climática, justiça climática, transição energética e agricultura sustentável. Apresentado durante a COP30 e encaminhado a órgãos como Ibama, ICMBio e IMA, o relatório reforça a necessidade de ações urgentes de adaptação e resiliência frente aos impactos já visíveis das mudanças climáticas em Santa Catarina.

SENAI lança Jornada de Descarbonização da Indústria em sintonia com debates da COP30. Na mesma semana em que líderes globais discutem metas de neutralidade de carbono na COP30, o SENAI/SC apresentou a Jornada de Descarbonização da Indústria, metodologia desenvolvida pela rede Instituto SENAI que combina diagnóstico, estratégia, mitigação e compensação para reduzir emissões e ampliar a eficiência energética das empresas catarinenses. O modelo integra a expertise dos institutos de tecnologia ambiental, cerâmica e mobilidade elétrica, permitindo mensurar resultados, orientar investimentos sustentáveis e posicionar a indústria do Estado na vanguarda da competitividade verde. Paralelamente, um seminário promovido pela FIESC e SENAI reúne em Blumenau pesquisadores internacionais e empresas como ZEN, IPEL, NIDEC e SCGÁS, que apresentam cases de eficiência energética e tecnologias limpas.
|Insustentável|

Educação ambiental segue fora do radar escolar. Enquanto o Brasil recebe delegações de 194 países para discutir o futuro climático do planeta, uma pesquisa nacional revela um dado alarmante: apenas 10% dos estudantes brasileiros até o ensino médio sabem o que é a COP30. O levantamento, feito pela Frente Parlamentar Mista da Educação (FPME) e pelo Equidade.Info com mais de 3 mil alunos de escolas públicas e privadas, mostra que embora 70% afirmem já ter ouvido falar em mudanças climáticas, apenas um terço consegue explicar o que isso significa. A desigualdade também aparece na educação: o nível de conhecimento sobre a COP30 é quatro vezes maior na rede privada do que na pública, e no Norte — onde a conferência acontece — chega a 27%, enquanto no Nordeste cai para apenas 4%. Professores e gestores reforçam a sensação de despreparo: 69% dos docentes dizem que a escola não prepara os alunos para lidar com os efeitos do aquecimento global.
💼 Negócios em Movimento
Cases de sucesso que mostram a força, a inovação e a presença estratégica das pessoas, empresas e instituições catarinenses no Brasil e no mundo.
Santa Catarina bate recorde histórico com mais de 256 mil empresas abertas em 2025 — Entre janeiro e outubro, Santa Catarina registrou a abertura de 256 mil novos negócios, o maior número já contabilizado pela Jucesc e um indicativo da forte vitalidade econômica do estado. As micro e pequenas empresas, que representam 95% das constituições, seguem como motor do empreendedorismo catarinense. O avanço é impulsionado por ações de desburocratização, digitalização de serviços e estímulo à formalização, que vêm consolidando SC como referência nacional em ambiente de negócios e geração de oportunidades.

Extinção da Santur S/A. O Governo de Santa Catarina concluiu o processo de extinção da Santur S/A, em uma operação marcada por rigor técnico, transparência e foco na boa gestão dos recursos públicos. A liquidação, iniciada em 2020, foi conduzida pelo Auditor de Finanças Luciano da Silva Spindola, com apoio dos auditores André Luis Stefen, Mayana dos Anjos Damiani e Everaldo Elias Vieira — responsáveis por ações como transferência patrimonial, recuperação de créditos, atendimento a órgãos de controle, pagamento de passivos e encerramento do quadro funcional via PDVI. O resultado é uma economia mensal de aproximadamente R$ 500 mil ao Tesouro Estadual, além do fortalecimento da Secretaria de Estado do Turismo (SETUR), criada em 2023 e hoje responsável por um setor que representa 12% do PIB catarinense. Para o SINDAF-SC, o processo evidencia como a atuação especializada dos Auditores de Finanças promove eficiência, responsabilidade fiscal e governança qualificada, assegurando um Estado mais moderno, transparente e sustentável.
ISO 27001 e 27701 avançam como escudo estratégico contra riscos cibernéticos e falhas na gestão de dados. Em um cenário global marcado pela explosão de ataques digitais e pelo peso crescente da LGPD, as normas ISO/IEC 27001 e ISO/IEC 27701 vêm ganhando protagonismo nas empresas brasileiras. A primeira, voltada à segurança da informação, já é a certificação que mais cresce no mundo; a segunda, dedicada à privacidade, acaba de ganhar nova versão e pode agora ser certificada de forma independente, acelerando sua adoção. Dados recentes mostram a urgência: 79% das empresas brasileiras dizem estar mais expostas a ataques, enquanto 66,5% listam a cibersegurança entre seus maiores riscos corporativos. Para especialistas da Dédalo, consultoria certificada nas duas normas, o desafio vai além da tecnologia — exige governança, cultura organizacional e envolvimento da alta direção. Ao estruturarem políticas, controles, auditorias e melhoria contínua, as ISOs fortalecem a resiliência digital, reduzem custos com incidentes e funcionam como selo de confiança em contratos, licitações e parcerias. Ignorar essas práticas, alertam os especialistas, significa assumir riscos elevados: o custo médio global de uma violação ultrapassa US$ 4,8 milhões.

A UFSC conquistou o 1º lugar do Brasil na área de Comunicação no Ranking Universitário da Folha (RUF) 2025, que avaliou 204 universidades do país. Além do destaque máximo em Comunicação — impulsionado pela qualidade do ensino, dedicação dos docentes e permanência estudantil —, a instituição aparece em 7º lugar no ranking geral e em 4º entre as federais. No total, 28 cursos da UFSC ficaram entre os dez melhores do país, incluindo Engenharia de Controle e Automação (2º), Engenharia Mecânica (3º), Ciências Contábeis (4º), Administração (6º), Computação (7º) e Economia (8º), reforçando a posição da universidade como uma das mais qualificadas e influentes do Brasil.
Univali é destaque no RUF 2025 e segue como a melhor universidade não pública de Santa Catarina. A Universidade do Vale do Itajaí reforça sua posição de liderança ao ser classificada como a melhor instituição não pública de Santa Catarina, a 15ª entre as privadas e não públicas do Brasil e a 72ª entre todas as universidades do país, segundo o Ranking Universitário da Folha (RUF) 2025. O levantamento considera dados de bases nacionais como o INPI e o Inep, avaliando produção científica, inovação, ensino e inserção no mercado.

Destaque no marketing em SC. Gustavo Petry Custódio, diretor de Marketing do Grupo Pereira — o 7º maior grupo supermercadista do país e dono de marcas como o Fort Atacadista — recebeu nesta terça-feira (11) o Prêmio Antunes Severo 2025, concedido pela ADVB/SC, sendo reconhecido como o profissional de marketing de maior relevância em Santa Catarina no ano. A cerimônia no Catarina Hall também celebrou os vencedores dos tradicionais Top de Marketing e Vendas e do Profissional do Futuro 2025, em uma noite dedicada à criatividade, inovação e aos cases que movimentaram o mercado catarinense.
🧭 Circuito
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Top de Marketing e Vendas 2025. A ADVB/SC premiou, nesta terça-feira (11), os vencedores do Top de Marketing e Vendas 2025 em uma noite que destacou criatividade, inovação e impacto empresarial. Realizado no Catarina Hall, o evento consagrou a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil com o Top One — o maior reconhecimento da premiação — e contou com apresentação da Orquestra Filarmônica Catarinense e lançamento do livro Top One, que reúne 16 anos de cases vencedores. Também foram anunciados os prêmios especiais: Gustavo Petry Custódio (Grupo Pereira), com o Antunes Severo 2025, e Maira Gabriele Navarro (Unisul), como Profissional do Futuro. Entre os vencedores por categoria estão Almeida Júnior, NDTV Record, Vokkan, Unicred União, KNN Brasil, Intelbras, Simples Dental e Ambev Tech.
TUM Festival transforma Florianópolis em polo da música independente. A Conferência TUM, realizada de 14 a 16 de novembro na nova Casa TUM, reúne referências da música, da economia criativa e das políticas culturais no Brasil. Com entrada gratuita, o evento traz debates sobre mercado fonográfico, leis de incentivo, licenciamento musical, trilhas sonoras, playlists e cadeias produtivas, além de laboratórios de composição e showcases na Casa TUM, Galeria Lama e Bar Bugio. A edição deste ano reforça a integração regional com a presença de artistas do Rio Grande do Sul e representantes do RS Criativo. A programação segue até o dia 23, consolidando Florianópolis como destino estratégico da inovação cultural e do networking no setor musical.
Elas+: empreendedorismo e liderança feminina em foco. Neste sábado (15), das 9h às 17h, o Centro de Inovação TXM Methods, no Campeche, recebe o Elas+ – Conexões que Inspiram, evento gratuito que promove capacitação, networking e fortalecimento de redes femininas. A programação inclui mesas de debate sobre saúde mental, liderança e empreendedorismo; feira de empreendedoras das comunidades; atendimentos do Sebrae, Casa do Empreendedor e Banco do Empreendedor; além de atrações culturais como Boi de Mamão e a Bateria Tribuzana, composta integralmente por mulheres. Participam também entidades como Sebrae Delas, Abrasel, ACIF Núcleo Mulher, CDL Mulher e BPW.
Curso gratuito de Educação Financeira e Previdenciária. Até 5 de dezembro, a Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira promove formação gratuita em gestão financeira e previdenciária, com aulas sobre orçamento pessoal, dívidas, política monetária, inflação, juros, investimentos e avaliação de risco. O curso ocorre na Av. Mauro Ramos, 300 – Centro, sempre das 9h40 às 12h, e integra a agenda de formação cidadã da instituição, ampliando o acesso da população a conhecimentos essenciais para autonomia financeira.














