Protesto mantido
O Avaí vive mais um capítulo turbulento em sua atual gestão. Com salários atrasados, um mês de CLT e dois de direitos de imagem, que somam mais de 60% da remuneração dos atletas, o elenco decidiu protestar. A medida é não se concentrar antes do jogo deste domingo contra o Cuiabá e não conceder entrevistas. Cada jogador ficará em casa e se apresentará diretamente no estádio, rompendo a rotina controlada da véspera.

Crise financeira
O presidente Júlio Heerdt reconhece as pendências e afirma que já buscou empréstimos bancários, mas sem êxito. As parcelas da Recuperação Judicial estão em dia, porém, não há recursos imediatos para quitar a folha e os direitos de imagem. Gastos elevados no passado, sob comando de Eduardo Freeland, deixaram contratos longos, salários altos e ações judiciais, como a de Willian Pottker, com cobrança de mais de R$ 1 milhão.
Efeito negativo
Sem perspectivas claras, o protesto expõe o desgaste da relação entre atletas e diretoria, além de prejudicar a imagem do clube. Jogadores relatam impactos diretos na vida pessoal e no desempenho em campo. A falta de concentração pode afetar a preparação física e mental para um duelo de alta pressão.

Jogo decisivo
Dentro de campo, a situação exige foco total. Avaí e Cuiabá disputam vaga no G-4 da Série B, e a promoção especial de Dia dos Pais já garantiu mais de oito mil ingressos cadastrados. A arbitragem será de André Luiz Skettino Policarpo Bento (MG), com Ricardo Junio de Souza (MG) e Anderson da Silva Rodrigues (CE) como assistentes, além de Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro (RN) no VAR.
Futuro incerto
O clube não apresenta, até o momento, um plano sólido para sanar os atrasos. Sem aporte extra de recursos, a crise tende a se arrastar e colocar em risco o objetivo do acesso, justamente no momento em que a torcida esperava uma arrancada decisiva.









