Acesso garantido
Santa Catarina já pode comemorar: um clube catarinense estará na Série A de 2026. Criciúma ou Chapecoense — ou até os dois — recolocam o Estado na vitrine do futebol brasileiro após a última rodada da Série B, neste domingo (23). A conta é simples: o duelo direto entre Remo x Goiás, no Mangueirão, impede que ambos terminem no G-4. Assim, alguém de SC sobe. O Tigre tem a situação mais controlada, dependendo apenas de si contra o já salvo Cuiabá, na Arena Pantanal. A Chape, por sua vez, precisa vencer o Atlético-GO na Arena Condá e torcer para o Goiás não derrotar o Remo. É possível? Sim. Mas exige futebol e frieza. O Goiás sobe se vencer, e o Remo precisa de milagre. A matemática favorece os catarinenses.
Tigre firme

O Criciúma chega mais inteiro, mais consciente e com cenário técnico mais favorável. Fez campanha sólida, soube reagir nos momentos de pressão e chega ao jogo decisivo dependendo de suas forças. É a chance de ouro para o retorno à Série A. Se mantiver o nível de intensidade e concentração, dificilmente deixará escapar o acesso. É o favorito natural entre os candidatos.
Chape viva

A Chapecoense não tem missão simples, mas está viva. O Atlético-GO não joga mais nada, mas é time organizado, não entrega ponto fácil. O torcedor da Chape precisará de nervos fortes e de olho no rádio: vencer em casa e torcer por um tropeço goiano em Belém. A campanha poderia ter sido mais regular, mas o time cresceu na reta final e entrou na disputa com mérito. Não é absurdo imaginar festa verde em Chapecó.
Avaí desmontado

Já o Avaí cumpre tabela diante do Botafogo-SP em Ribeirão Preto. Expulsões, lesões e iminentes saídas desmontaram a equipe. A partida servirá para rodar jovens como Josmar, autor do gol contra o Vila, e Thayllon, uma das boas aparições do clube. A maior dúvida está fora das quatro linhas: a renovação do capitão Eduardo Brock. O jogador manifestou vontade de ficar, mas o relógio corre.
O presidente eleito, Bernardo Pessi, já está em transição e terá decisões urgentes: o Catarinense começa em 7 de janeiro. O Conselho Deliberativo do Avaí se reúne terça (25) para definir orçamento de 2026, remuneração da diretoria e o Plano de Ação Anual. A temporada 2025 virou página rapidíssima.
Decisão catarinense

No domingo, às 16h, o árbitro emergente da FCF, Júlio César Pfleger, comandará a final da Copa Santa Catarina entre Figueirense x Joinville, no Scarpelli. Pfleger vem em ascensão no quadro estadual e estará acompanhado por José Roberto Larroyd e João Vitor Donner como auxiliares. A equipe de arbitragem completa inclui ainda Fernando Henrique de Medeiros Miranda (4º), Diogo Berndt (5º), Charly Wendy Straub Deretti no VAR e Helton Nunes como AVAR. Jogo grande, responsabilidade grande e chance de afirmação nacional para o jovem árbitro.
Injustiça Grave
A punição a Ramon Abatti Abel é um absurdo sem precedentes. Afastá-lo por 40 dias por interpretação de pênalti é não entender o ofício. Árbitro não é máquina, é intérprete das regras. Errou ou não, nada justifica punição dessa magnitude. Cria-se um precedente perigoso e injusto sobre o melhor árbitro brasileiro da atualidade.

Felizmente, a FIFA pensou diferente: designou Ramon para o último seminário pré-Copa do Mundo de 2026, entre 12 e 18 de janeiro, no Rio de Janeiro, reconhecimento máximo ao talento e à consistência do catarinense, que já apitou final olímpica e jogos do Mundial de Clubes. Um prêmio merecido após semanas de turbulência.
Vandrei reeleito

O jornalista Vandrei Sancler Bion, 44 anos, foi reeleito com 131 votos para representar os cronistas esportivos no Conselho Estadual de Esporte (CED) por mais dois anos. Ele segue como representante da ACESC, que completa 70 anos em 2025. O Conselho tomou posse em Chapecó durante os JASC, em cerimônia que reuniu autoridades esportivas e políticas. O novo presidente é Alexandre Beck Monguilhott, que assume pela terceira vez o comando do CED, reforçando a missão de fortalecer políticas e fiscalizar o esporte catarinense.









