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segunda-feira, 23 maio, 2022

SEXO, POLÍTICA E VIDAS SECRETAS

Elenco de "Disque prazer"/Netflix/divulgação
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A indústria pornográfica serviu de inspiração para vários filmes e séries. Ela foi tema de TheDeuce, uma minissérie excelente, mas ofuscada pelas denúncias de assédio sexual contra o protagonista, James Franco. A produção da HBOfoca no ambiente pornográfico na Nova York do começo da década de 1970 até os anos 1980. Aprostituição de rua, a popularização dos filmes pornôs, corrupção policial e a vida noturna de uma cidade em transformação, receberam uma reconstituição perfeita. Foi em “The Deuce” também que Maggie Gyllenhaal tornou-se definitivamente uma de minhas atrizes favoritas.Ela interpreta de forma impecável a personagem Candy, uma prostituta que tenta fazer carreira como diretora de filmes de sexo.

Uma das melhores produções brasileiras para a TV, “Magnífica 70”, também aborda o tema. Asérie da HBO fala sobre a censura oficial ao cinema e outras manifestações artísticas durante a ditadura militar. Através de uma  ótima reconstituição de época, vamos conhecendo como funcionava a produtora “Magnífica 70” e as técnicas para driblar os censores.

Agora, chega à Netflix “Disque prazer”, a série holandesa sobre o primeiro serviço de telessexona Europa. É uma história divertida e escrachada ,com partes reais, tendo como pano de fundo as transformações sociais e tecnológicas dos anos1980. Baseada no livro 6 Cowboys”, de Fred Saueressig, ela conta como dois irmãos lutaram para criar um serviço de linhas telefônicas pagas usadas como “sex phone”. Com uma pequena equipe, eles acabaram progredindo eenriquecendo. Outra personagem importante é uma jovem estudante, filha de pais puritanos, que acaba fazendo parte do projeto meio involuntariamente. Disque prazer” (Dirty Line) traz cenas eróticas explícitas, trapalhadasfamiliares e profissionais dos irmãosempreendedores e muito ironia.

Foto destaque: Elenco de “Disque prazer”/Netflix/divulgação

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DICAS DE FILMES

Volta ao mundo: Holanda de 14 a 27 de abril– Cine Belas Artes a la carte

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Por falar na Holanda, o streaming do Belas Artes está com o festival de cinema holandês disponívelaté o dia 27. Ainda dá tempo de ver alguns dos oito longas produzidos entre 1986 e 2021, inéditos no Brasil: “Abel” (1986), “Borgman: O Mal-intencionado” (2013) e “O Número 10” (2021), os três dirigidos por Alex van Warmerdam; “Irmãs Gêmeas” (2002), de Ben Sombogaart; “Apenas o Melhor para o Nosso Filho” (2014), com direção de Monique Nolte; “Prince” (2015), de Sam de Jong; “Me Leve para Algum Lugar Legal” (2019), de Ena Sendijarevic; e “Eu Não Quero Dançar” (2021), de Flynn Von Kleist. Uma ótima pedida para quem quer sair da mesmice e ver rostos e enfoques diferentes.

Obs.: Não me canso de recomendar o streaming do Cine Belas Artes para quem gosta de clássicos e cinema europeu. A assinatura mensal é super emconta.

 

À espera do amanhã direção: Noble Jones – Prime Vídeo – 2019

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Romances na terceira idade são pouco explorados pelo cinema. Apesar de algumas falhas, esta produção é um belo exemplo de que o tema rende boas histórias, ainda mais com uma dupla carismática de atores. A trama: Ed Hemsler (John Lithgow), um aposentado divorciado que mora sozinho tem a mania de se preparar para uma catástrofe. Ele estoca todo tipo de coisas necessárias para a sobrevivência. Um dia nas suas costumeiras ida ao mercado, ele conhece RonnieMeisner (Blythe Danner), uma viúva cuja filha morreu na adolescência e que gosta de acumular coisas que compra e não usa. Os dois começam um romance, ao mesmo tempo em que tentam mudar esses hábitos.
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DICAS DE SÉRIES

Anatomia de um escândalo6 episódios – Netflix -2022

A minissérie britânica que mistura drama e suspense é um dos maiores sucessos da Netflix no momento. Baseado no romance de Sarah Vaughan, só não é real por detalhes, já que escândalos sexuais na política do Reino Unido são comuns. Sophie é casada com um político poderoso, tem dois filhos adoráveis, uma vida confortável. Essa vida ideal sofre uma reviravolta quando o marido é acusado de ter um caso extraconjugal. O que parecia ruim vira péssimo, mas não vou dar spoiler. O elenco é carismático e traz nomes como Sienna Miller, ( G.I. Joe), no papel da esposa traída e Michelle Dockery ( Downton Abbey), como a promotora decidida a condenar o acusado. (Veja o trailer)

Tudo indica que “Anatomia de um escândalo” vai se tornar uma antologia, ou seja, a cada temporada uma nova história, mas ainda falta a oficialização.

 

As vidas secretas da família Uysal 8 episódios – Netflix – 2022

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O aclamado cineasta turco Onur Saylak é o diretor desta surpreendente comédia-dramática. A série acompanha uma família disfuncional, onde todos estão insatisfeitos com seu cotidiano. Em plena crise da meia-idade, o pai – um arquiteto bem-sucedido  assume uma tardia vida dupla como punk. Ao descobrirem a nova identidade paterna, mãe, filhos e avô também entram em crise. Não é uma comédia comum, com piadas fáceis. A produção turca foca na ironia e crítica de costumes.

 

Borgen3 temporadasNetflix – 2010

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Às vésperas das eleições no Brasil, achei interessante trazer de volta uma das melhores séries políticas que assisti nos últimos anos. Em dinamarquês  Borgen” significa “palácio”, que é como chamam o Parlamento no país. A série conta a trajetória de Birgitte Nygborg até chegar à primeira-ministra da Dinamarca. De forma ágil, o roteiro mostra a vida doméstica de Birgitte, marido e filhos, e os jogos políticos das diferentes ideologias para chegar ao poder. Isso inclui o papel da mídia. É interessante observar como na hora dos acordos, tudo é muito parecido com o que conhecemos.
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THE END

cronica

Brígida Poli
Jornalista, cinéfila desde criancinha e maníaca por séries de TV desde "Os Sopranos". Não se considera crítica de cinema, pois não consegue deixar o coração de lado na hora de avaliar um filme. Adora falar e escrever sobre o assunto e tenta chamar a atenção para as grandes obras cinematográficas que as novas gerações desconhecem. Concorda com o mestre Federico Fellini quando ele disse que "o cinema é um modo divino de contar a vida".
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