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domingo, 22 maio, 2022

Tendências do e-commerce para 2022

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Tendências do e-commerce para 2022
Foto: Reprodução/Pixabay

Por Vinicius Ribeiro*

 

O crescimento acelerado do e-commerce nos últimos dois anos desencadeou diversas mudanças de hábitos no consumo, principalmente com o avanço e o surgimento de novas tecnologias de venda. De acordo com o 44º relatório da Webshoppers, realizado pela Ebit Nielsen, somente no primeiro semestre de 2021, o comércio eletrônico do Brasil atingiu o maior patamar de vendas da história, com um volume de R$ 54 bilhões, crescimento de aproximadamente 31% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Por outro lado, a alta da inflação e do dólar, além da redução do poder de compra dos consumidores brasileiros, podem representar um crescimento modesto no e-commerce. Assim, listo as principais tendências para 2022, para quem deseja contornar a crise econômica do mercado e aquecer as vendas.

 

Conexão entre games e marcas

Não é por acaso que a Magazine Luiza, uma das maiores empresas de varejo do país, comprou a Kabum! – atualmente, a maior plataforma gamer de e-commerce do Brasil, avaliada em R$ 3,5 bilhões. O mesmo marketplace fez a aquisição do Canaltech, aliando sua estratégia ao canal de tecnologia. Não se engane, o público gamer não é mais composto apenas por jovens “nerds” e do sexo masculino. A segmentação já atingiu diferentes nichos de atuação, fomentados pela popularização do streaming em grandes canais de mídia, como Facebook e Twitch.

Dentre as grandes oportunidades estão a organização de campeonatos, streamers, eventos de comunidades e ligas. Com a popularização dos jogos eletrônicos, chegada das NFTs e sistemas de blockchain, as marcas precisam repensar suas estratégias de branding. Afinal, não se trata apenas de colocar a logomarca em uma camisa de futebol ou em um outdoor, mas criar experiências marcantes em um cenário cada vez mais competitivo.

 

Omnichannel

Com a reabertura do comércio e a flexibilização nas regras de prevenção à Covid-19, as experiências de compra se tornarão cada vez mais híbridas, na qual a ideia principal é que, com o omnichannel, o consumidor não perceba diferenças entre o offline e online. É necessário que o varejista se pergunte o que o seu negócio consegue oferecer ao cliente que se acostumou a ter diversas opções de compra e entrega, como, por exemplo, a retirada de um produto comprado online em uma loja física. De acordo com uma pesquisa feita pela Opinion Box, 70% dos respondentes já começaram a sua jornada de compra em um meio e a concluíram em outro canal.

 

O novo Metaverso

Desde 2020, em razão da pandemia de Covid-19 e, consequentemente, das restrições de distanciamento social, este termo passou a ser debatido com mais profundidade, principalmente do ponto de vista corporativo e mercadológico. Eventos e shows totalmente imersivos em plataformas de games – como o concerto da cantora estadunidense Ariana Grande, no jogo Fortnite -, conferências e encontros virtuais de todos os tipos em salas recriadas em ambiente digital e provadores de roupas por meio de realidade virtual configuram somente algumas das infinitas possibilidades que esse ecossistema oferece.

Você deve estar se perguntando: como o e-commerce interliga-se a isso? A verdade é que as possibilidades são infinitas. Marcas como Havaianas, O Boticário, Renner e Submarino já trouxeram experiências de conexão envolvendo entretenimento e comércio dentro de plataformas de games, como Avakin Life e Fortnite. Todo o modo de tráfego e interações nas redes sociais formam como consumimos conteúdo e mergulhamos em uma jornada de compra que está mudando, se tornando cada vez mais imersiva e híbrida.

 

Marketplaces e Super Apps

Há alguns anos, observamos o movimento de grandes empresas de varejo se transformando em marketplaces. Atentos a este cenário, uma das maiores plataformas de e-commerce do mundo, a VTEX, já possibilita ferramentas para transformar plataformas de lojas virtuais em marketplaces.

Este movimento de criar versões mobile dessas plataformas é o famoso fenômeno dos Super Apps. Dessa forma, um mesmo aplicativo que permite conversar com amigos, pode dar opções para fazer um depósito bancário, marcar uma viagem ou fazer uma compra online, por exemplo. O Mercado Livre vêm sendo uma das empresas pioneiras a adotar a estratégia dos Super Apps – embora seu modelo de negócio principal seja o marketplace – começou a oferecer serviços financeiros, programas de benefícios e meios de pagamento, com o Mercado Pago. Com os Super Apps, o cliente final ganha praticidade de encontrar diferentes serviços em um mesmo aplicativo, além da familiaridade na navegação.

 

Entregas cada vez mais rápidas

Segundo a pesquisa Consumer Insights for the 2021 Holiday Shopping Season Survey, conduzida pela Outbrain, mais de 50% dos compradores online afirmam que a velocidade da entrega é o maior influenciador de decisão na hora de comprar um produto. Estamos vivenciando a era do Same Hour (mesma hora, na tradução para portugês), que procedeu a o Same Day (mesmo dia, na tradução para português). Esses movimentos são protagonizados por grandes players do e-commerce, como Mercado Livre, Amazon, Magalu.

Estima-se que, até 2026, cerca de 25% das entregas serão feitas no mesmo dia. É necessário entender que, além das opções de compras em diversos canais, vale investir em centros de distribuição em pontos estratégicos e aderir aos modelos de fulfillment dos marketplaces, como o Mercado Envios Full, que realiza entregas de um dia para o outro.

 

Redes Sociais e Social Commerce

As redes sociais possuem um papel fundamental na jornada de compra do consumidor. O Instagram e o Facebook, por exemplo, já oferecem soluções como lojas virtuais e parcerias. Já o Whatsapp inovou no último ano, possibilitando meios de pagamento com o WhatsApp Pay, e vem testando anúncios dentro de sua plataforma. O Pinterest também permite que vendedores usem pins nas fotos, com informações dos produtos expostos, e direcionem para o anúncio que o vendedor quiser vincular.

Uma pesquisa feita pela Opinion Box revelou que 65% dos consumidores já usaram as redes sociais como ponto de partida para iniciar uma compra, seja como pesquisa de produto ou serviço, ou até mesmo pela visualização de algum anúncio. O maior desafio é transformar entretenimento em venda e, por isso, utilizar experiências como o live commerce são um excelente exemplo de como fazer isso. Além da estruturação e do planejamento de uma comunicação transmidiática, é essencial estudar e saber quais são os principais canais que o melhor cliente está, o que ele consome e, claro, quem é ele. Com essas informações é possível construir uma excelente estratégia para as redes sociais.

Para finalizar, é importante ressaltar que, antes de adotar qualquer estratégia ou tendência do e-commerce, o negócio precisa saber fazer o famoso “arroz com feijão”, de maneira bem feita, ou seja, colocar o cliente no centro da operação.

*Vinicius Ribeiro é Head de Marketing do Magis5, Hub de Integração e Automação para vender em Marketplaces.

 

 

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