Janeiro 14, 2021

Um governo sem partido, com muitas legendas

Um governo sem partido, com muitas legendas

Caso se confirme a informação, cuja especulação não é de hoje, sobre a saída do  Carlos Moisés da Silva do PSL, Santa Catarina poderá ter a singular situação de um governador e uma vice, Daniela Reinehr - que abandonou o barco antes na expectativa da criação do Aliança Pelo Brasil -, sem filiação partidária, mas cercados por neoaliados de muitas outras legendas.

Desde que, em 2019, falava-se na megafusão de DEM, PSL e PP, o que seria a maior bancada do Congresso nas duas casas, Moisés reluta em permanecer em uma partido, que um dia lhe catapultou ao cargo por ter a estrela de Jair Bolsonaro sob o número 17, mas trazia desconfortos por um racha provocado pelos mais fiéis ao presidente, e já se antecipava que o caminho dele poderia ser o MDB.

Hoje, quando o governador finalmente resolveu aceitar a regra do jogo político e conviver com outras siglas, PSD, PP e MDB, que já estão ou em vias de estar na administração estadual, a visão de que não se filiaria a nenhum outro partido cai como uma luva para quem, ainda sustenta, não será candidato à reeleição em 2022.

A tranquilidade que Moisés dá aos partidos que passam a ser base de forma oficial, com raríssimas exceções na Assembleia, ao não apontar um lado é a mesma que ele precisa para estruturar a nova fase da gestão pública, algo que só iria por água abaixo em caso de um ingresso em uma sigla forte, sinal inequívoco de que pretende mais do que entregar a cadeira daqui a menos de dois anos.

 

Olha!

Está no Diário Oficial do Estado que a conclusão de um sindicância investigativa instaurada dentro da Procuradoria Geral do Estado foi prorrogada por mais 60 dias a pedido do corregedor-geral da instituição, Gian Marco Nercolini.

O fato tem contornos rumorosos e refere-se a suposta conduta irregular de um servidor da PGE, ocorrida entre 2014 e 2019, que pode conter fraude em licitação.

 

Reação

Bastou o nome do deputado estadual Luiz Fernando Cardoso (MDB), o Vampiro, aparecer como provável ocupante da Educação, que servidores da pasta e de todo o Estado começaram uma campanha #Ficanatalino nas redes sociais.

Um dos motivos, além de valorizarem as ações do atual secretário Natalino Uggioni, é o temor dos riscos de uma mudança às vésperas do reinício do ano letivo, ainda mais neste momento, com todas as peculiaridades da retomada das aulas presenciais em plena pandemia.

 

Cobrança

Muito mais do que o desgaste que Natalino vem acumulando, a partir do pré-anúncio de Vampiro, foi uma cobrança que vazou.

O Centro Administrativo teria cobrado do secretário que “parasse” com as campanhas nas redes sociais contrárias à substituição por um político. Natalino, que nada tem a ver com as manifestações, ficou boiando e indignado.  

 

A real

O deputado Luiz Fernando Vampiro confirmou à coluna que sequer tratou do assunto assumir a pasta com a bancada, o que deve ocorrer em reunião na próxima segunda (18).

Ou seja, a fumaça branca nem saiu e já causou tamanha repercussão, sem esquecer o risco de rachar o partido, como alertam os mais experientes.

 

Quase lá

Deputada Paulinha da Silva resolve os problemas com o PDT para trocar de sigla e não ter prejuízo ao mandato.

O caminho mais certo é o de filiação ao MDB, o que encorparia a bancada na Assembleia em 10 cadeiras, mas há convites do PSDB e do Dem, para citar alguns.

 

Da caserna

O comandante-geral da PM, coronel Dionei Tonet, tornou públicas as respostas aos questionamentos feitos pelo deputado estadual Kennedy Nunes (PSD), encaminhadas, segundo o expediente, no dia 02 de dezembro do ano passado, dentro do prazo para o pedido de explicações.

No documento, assinado pelo subcomandante-geral da PM, coronel Marcelo Pontes, que rebate o que sustenta o parlamentar, sobre supostas irregularidades, que tratam da defasagem de vagas de oficiais ativadas, ingresso mínimo de 70 cadetes por ano, 108 cadetes excedentes, preenchimentos de vagas de concurso público, a mudança da competência de da presidência dos concursos do subcomandante-geral para o Chefe do Estado Maior, a justificativa para que decisões judiciais sobre a agregação de candidatos aprovados e o cumprimento da etapa de entrega de documentos não tenham sido publicadas e a validade do processo seletivo.

 

ROBERTO AZEVEDO

AGORA, ENTUSIASMADO!

Na última segunda (11), quando o deputado federal Baleia Rossi passou por Santa Catarina, o senador Dário Berger estava em dúvida de como seria o processo de escolha do novo presidente do Senado e alertava, à entrada da sala (foto) onde ocorreria o encontro com o presidente nacional do MDB, que tudo poderia ocorrer, só para manter a tradição. Tudo isso passou e Dário é só elogios à colega Simone Tebet (MDB-MS), a quem considera mais do que preparada para a função. “Tenho convicção, que pela primeira vez na história, teremos uma mulher presidindo a mais alta Casa Legislativa do país (e o Congresso)”, disparou um entusiasmado senador catarinense nas redes sociais.

 

Enquanto isso!

A adesão à candidatura do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para a presidência do Senado ganhou o apoio dos três senadores do PDT, o que eleva para 41 os votos favoráveis ao candidato que conta com a simpatia do pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo atual presidente da casa, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), o que o torna favorito.

Mas tem um detalhe: enquanto Jorginho Mello (PL) seguiu com Pacheco, Esperidião Amin (PP) desconsiderou a adesão do Progressistas e declarou voto a Simone Tebet.

 

Em SC

Na próxima segunda (18), será a vez do deputado Arthur Lira (PP-AL), candidato do Palácio do Planalto à presidência da Câmara, aterrissar à tarde, em Florianópolis, atrás dos votos dos parlamentares catarinenses.

Na agenda de Lira, um encontro com o governador Carlos Moisés e o encontro com lideranças políticas, no Hotel Majestic. Na terça (19), segue para Curitiba. 

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 36 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, editor-chefe, chefe de Redação, gerente e diretor de Jornalismo na RBS TV (Blumenau e Florianópolis), hoje NSC TV; na TV Record (Florianópolis) e na Rede TV Sul (hoje SCC SBT); comentarista na RIC TV (hoje NDTV) e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União AM e FM (Blumenau e Florianópolis) e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, faz comentários na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e é diretor de Conteúdo na TVBV (Band).
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