A COP 30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), que foi anunciada como um marco histórico para o Brasil, é um evento que acontece em Belém, no Pará, para falar da poluição mundial, mas que acabou sendo contestada pela baixa participação de chefes de estado e uma gastança desenfreada pagando benefícios para funcionários públicos de segundo escalão.
A COP 28 teve a participação de 138 chefes de estado e a COP 29 contou com a presença de 70 chefes de estado de todo o mundo, mas na COP 30, em Belém, apenas 18 marcaram presença.
Falam que a COP 30 se transformou num símbolo perfeito do ambientalismo de gabinete. O Governo Federal já admitiu que gastou mais de R$ 4 bilhões em obras estruturantes só para realizar a COP aqui no Brasil. A própria ONU pediu para que o Brasil freasse os gastos, pois eles já teriam ultrapassado o limite planejado pela entidade.
A contradição veio do Tribunal de Contas da União (TCU), que informou que só no estado do Amazonas há cerca de 400 obras do Governo Federal paralisadas por falta de verba.
DISCURSO E A REALIDADE
Enquanto Lula discursava sobre urgências em salvar o planeta e deixar de usar combustíveis fósseis, o Governo Federal, por iniciativa do próprio presidente, autorizava a expansão da exploração de petróleo na foz do rio Amazonas. Estradas foram abertas em área de preservação ambiental, derrubando árvores que foram ditas como patrimônios da humanidade pelos próprios ambientalistas participantes do evento.

Pela falta de leitos em hotéis na cidade de Belém, o presidente Lula, Janja e ministros do seu governo foram colocados em dois navios que gastam 150 litros de diesel por hora e que cobram diária de R$ 2700 por pessoa.
A Presidência da República, que mais uma vez colocou em sigilo esses gastos, informou que a escolha do barco foi definida com base em critérios técnicos de segurança, logística e economicidade e que a proposta da Icotur foi a opção mais econômica e operacionalmente adequada em relação às opções disponíveis na hotelaria convencional.
INFRAESTRUTURA DEIXOU A DESEJAR
Mas esses mesmos barcos não podem navegar a noite por conta dos piratas existentes na região. Delegações foram assaltadas, equipamentos foram roubados e carros foram incendiados e a polícia e equipes de apoio a segurança dizem que tem medo de circularem a noite.
Sem contar que o trânsito da cidade ficou caótico, pois o transporte público é insuficiente e a logística do evento travou.
A COP 30 foi feita numa estrutura improvisada, onde banheiros ficaram sem água e os centros de apoio ficaram sem ventilação adequada, causando um desconforto para quem passou por lá.
Durante o discurso de Emmanuel Macron, presidente da França, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), que estava com Lula e o ministro Rui Costa (Casa Civil), interrompeu o discurso para pedir um tradutor simultâneo, que não foi contratado pela organização do evento.
COMIDA NAS ALTURAS
Sem falar no edital lançado para a contratação de restaurantes que prestam serviço na COP 30. Segundo uma reportagem da CNN Brasil, a regras para a escolha foram a qualidade técnica e também o restaurante que oferecer a maior comissão para a organização do evento.
Então, ganhou quem ofereceu a maior margem de volta para a COP, onde o principal restaurante ofereceu 30% de comissão. Com isso, numa refeição que custa R$ 100, R$ 30 voltam para a empresa organizadora.
O jornalista Márcio Gomes, também da CNN, postou na sua rede social que gastou R$ 99,00 com uma quiche, um enroladinho de camarão e queijo e um refrigerante de lata. Em tempos normais em Belém, daria para pagar um bom almoço no peso livre em um dos bons restaurantes da cidade.
Um salgado que custa dentro da COP 30 cerca de R$ 35,00, do lado de fora do evento o mesmo salgado custa apenas R$ 7,00.
Diante de todas essas contradições, viu-se que a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 é apenas um evento para contemplar narrativas e mostrar que a prática não segue a mesma linha da teoria.









