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quinta-feira, 19 maio, 2022

Uma crônica bem sincera

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Uma crônica bem sincera

Uma crônica bem sincera

Nove pessoas e meia entre cada dez dão a mesma resposta àquelas enquetes sobre qual qualidade mais admiram em alguém ou o que buscam num parceiro: sin-ce-ri-da-de. Elas argumentam que preferem ouvir uma dura verdade a uma manifestação insincera. Isso até escutarem … a dura verdade.

Corro o risco de dizer que a sinceridade é mais valorizada na teoria que na prática. Um comentário franco pode soar como grosseria. Às vezes é mesmo. Há pessoas que, ao envelhecerem, se acham no direito de falar tudo o que pensam, não importa o quão ofensivos possam ser. Lembrei, por exemplo, de um novelista muito famoso que perdeu o freio da língua e fala coisas horríveis sobre os outros. Bem, mas estou tergiversando, vamos voltar ao ponto: o quanto realmente preferimos a tal da sinceridade absoluta.

Experimente dizer em um grupo algo como “faço o melhor pudim do mundo”. Alguém certamente vai ironizar “ai, que modesta!”, pensando “ai, que arrogante”. Ou diga “não sei fazer um bom pudim” e logo ouvirá “não fale isso, você precisa se valorizar”. Não importa o quanto você tenha sido sincera na sua autocrítica.

Morro de rir com as respostas à outra pergunta indefectível nessas enquetes: qual seu maior defeito? Não raro o entrevistado responde que é “ser sincero demais” ou “acreditar demais nos outros”. A criatura se atribui uma qualidade fingindo ser defeito. O ser humano não é hilário?

Bem, acho que divaguei outra vez.

– Afinal, qual é a moral da história, colunista?

Para ser bem sincera, não estou sabendo encerrar esta crônica. Recorro ao grande Oscar Wilde para o desfecho. Ele sempre tem algum pensamento original para me tirar do aperto.

Pouca sinceridade é uma coisa perigosa e muita sinceridade é absolutamente fatal. (Oscar Wilde)

Sinceramente? Ah, sei lá, não sei, Oscar.

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Microconto de domingo

Este foi um dos primeiros microcontos que escrevi. O desafio proposto pelo professor e escritor Robertson Frizero ao coletivo “Literatura Mínima” foi um conto em trinta palavras com o tema “Pequenas Malandragens”.

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Brígida Poli
Jornalista, cinéfila desde criancinha e maníaca por séries de TV desde "Os Sopranos". Não se considera crítica de cinema, pois não consegue deixar o coração de lado na hora de avaliar um filme. Adora falar e escrever sobre o assunto e tenta chamar a atenção para as grandes obras cinematográficas que as novas gerações desconhecem. Concorda com o mestre Federico Fellini quando ele disse que "o cinema é um modo divino de contar a vida".
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