22.9 C
fpolis
22.9 C
fpolis
quinta-feira, 26 maio, 2022

Vacinação exige planejamento e menos discurso

Últimas notícias
Vacinação exige planejamento e menos discurso
ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL

Na véspera do lançamento do Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro disse ao vivo, no programa Brasil Urgente, da Band TV, que qualquer uma das vacinas em estudo será liberada no Brasil, desde que aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.

Questionado pelo jornalista José Luiz Datena se tomaria a vacina, Bolsonaro foi sincero, ao seu estilo, quando disse que não o fará, mas, desta vez, não recomendou nada à população, tratou da questão no pessoal, embora saiba da influência que tenha pela força do cargo em que está investido.

Tudo que o país precisa é de decisões técnicas e menos discursos políticos ou ideológicos, até porque vacinação, mesmo que obrigatória, dependerá de cada indivíduo, prova de outras coberturas que, infelizmente, não atingem as metas, como no caso do sarampo ou da febre amarela.  

Pressionado, Bolsonaro age como estadista ao estabelecer uma política de imunização, o restante será retórica ou narrativa de quem se vale da situação para politizar a questão, algo que não serve para combater o Coronavírus e doença alguma.

 

Presente

O governador Carlos Moisés estará presente ao evento, no Palácio do Planalto, mas saiu do debate e das polêmicas bem antes, em meio às disputas entre Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria Júnior (PSDB).

Pelas mãos do secretário André Motta Ribeiro (Saúde), Moisés deliberou que seguiria a orientação do governo federal, sem oportunismos ou proselitismo, pois Bolsonaro e equipe têm muito maior poder de barganha e recursos para trazer doses significativas de vacina em espaço de tempo mais curto.

 

Podia ser pior

Sem o poder de barganha do governo federal para a compra das vacinas, venham de onde vier, poderá se repetir a trágica compra de insumos da saúde que se verificou no início do combate à pandemia em março passado.

Um dos casos mais emblemáticos foi a compra de respiradores, uma correria mundial que não poupou o governo de Santa Catarina, que saiu em busca do equipamento e entrou de cabeça em uma fraude praticada por uma das tantas empresas de fundo de quintal que diziam ter acesso rápido aos produtos vindos da China. Agora, no discurso, os prefeitos estariam dispostos a querer ter força para comprar vacinas, um erro.     

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
Mais notícias para você
Últimas notícias

Protocolado o pedido de reunião extraordinária da executiva do MDB

Pouco antes das 15h, desta quinta (26), chegou à executiva do MDB, na sede do Diretório Estadual, em Florianópolis,...
.td-module-meta-info { font-family: 'Open Sans','Open Sans Regular',sans-serif; font-size: 14px !important; margin-bottom: 7px; line-height: 1; min-height: 17px; } .td-post-author-name { font-size: 14px !important; font-weight: 700; display: inline-block; position: relative; top: 2px; }