Maio 02, 2019

Venezuela bloqueia serviços de internet

Venezuela bloqueia serviços de internet
Reprodução

Sites usados para a transmissão de vídeos online foram parcialmente derrubados na tarde de ontem, 1º, na Venezuela. O bloqueio começou no momento que o líder opositor Juan Guaidó iniciou discurso durante um ato em Caracas.

As informações são da ONG britânica NetBlocks, que monitora a disponibilidade da internet no mundo. Foram afetados tanto plataformas de transmissão de vídeos, como o YouTube, o Periscope (que pertence ao Twitter) e o Google Play, quanto aplicativos de mensagens que permitem a transmissão ao vivo, como o Hangout do Google. O Android Messages (também do Google) e o buscador Bing (Microsoft) também foram bloqueados, mas não há informações se a ação atingiu WhatsApp, Facebook e Twitter.

No dia anterior, o regime do ditador Nicolás Maduro já tinha bloqueado parcialmente o acesso a todos esses sites. De acordo com a Lusa, o serviço só tinha sido completamente restabelecido na noite de terça, 30, instantes antes de um discurso do ditador.

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP na sigla em espanhol) informou que a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) determinou corte dos sinais da CNN Internacional e BBC Mundo. CNN em Espanhol e NTN24, da Colômbia, também foram afetados. O órgão governamental, responsável pelo controle das comunicações no país, também suspendeu as transmissões da Radio Caracas Radio (RCR) e confiscou os equipamentos, alegando o vencimento da concessão, segundo informações do site Portal Imprensa.

Nesta quinta-feira, 2, o presidente Nicolás Maduro afirmou que as Forças Armadas do país devem se mostrar unidas e coesas. Em um ato transmitido pela TV estatal, em uma unidade militar de Caracas, Maduro apareceu rodeado de membros do alto comando que também discursaram, alguns dos quais fazendo insultos a Guaidó e advertências para militares que sejam "desleais" ao presidente. 

Os protestos na Venezuela que iniciaram na terça-feira teriam levado duas pessoas à morte e deixado mais de 50 pessoas feridas. A Venezuela vive enorme tensão política desde janeiro deste ano, quando Maduro tomou posse de um novo mandato que não é reconhecido pela oposição e por parte da comunidade internacional. Guaidó se autoproclamou presidente de um governo interino, que conta com o apoio de mais de 50 países.

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