Algumas movimentações partidárias começam a chamar a atenção no cenário político em Santa Catarina. É fato que os dois principais candidatos ao Governo do Estado são o atual governador Jorginho Mello (PL) e o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD).
O ex-presidente Jair Bolsonaro tenta fazer com que os dois se unam em uma única coligação para não dar chance de a esquerda ganhar em Santa Catarina, principalmente na disputa pelo Senado, que segundo ele é o principal antídoto contra os desmandos do Supremo Tribunal Federal.
Com isso, as movimentações do prefeito de Joinville, Adriano Silva, passam a chamar a atenção, principalmente pelos constantes elogios que tem feito a Jorginho Mello.
É sabido que ele não tinha a intenção de deixar a prefeitura para disputar qualquer cargo em 2026 e que iria lançar a sua vice, Rejane Gambin, como candidata a deputada federal na eleição do ano que vem.
Com o provável êxito, ela voltaria em 2028 para disputar a prefeitura de Joinville para sucedê-lo, com a possibilidade de manter a Prefeitura mais forte de Santa Catarina nas mãos do Novo.
Mas alguma coisa fez Adriano mudar de ideia e hoje ele já cogita deixar a prefeitura de Joinville em abril de 2026 para disputar uma vaga ao Senado na coligação de Jorginho Mello. Com uma das vagas praticamente garantida para a deputada federal Caroline de Toni, Adriano Silva completaria a chapa do PL em Santa Catarina.
O problema é saber o quanto a executiva estadual do Novo está dentro desse projeto, pois o presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro, já chegou a dizer numa entrevista que “não vejo possibilidade de caminharmos junto com o governador em 2026”.
Mas na política as opiniões e principalmente as ações mudar com muita velocidade e essas atitudes do prefeito de Joinville parecem não ter a rejeição do partido Novo, que até esse momento não se manifestou contrário a tudo que aconteceu até agora e permanece num silêncio sepulcral.
NÓS PODEMOS MUDAR
Outra movimentação que chamou a atenção nessa última semana foi a parceria feita entre o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), com a deputada estadual, que é a presidente do Podemos em Santa Catarina, Paulinha Silva.
Ambos se comprometeram em buscar 15 mil votos para eleger o chefe de gabinete de Topázio, Fábio Botelho, a Assembleia Legislativa e Paulinha disputaria uma cadeira a Câmara Federal também pensando nesses votos.
O problema é que Topázio, mesmo sendo do PSD, está de cabeça na reeleição de Jorginho Mello e o Podemos, até que se prove o contrário, esteve até agora com João Rodrigues.
Será que o Podemos é mais um partido que estaria pulando o muro para se juntar ao grupo de apoio do governador de Santa Catarina pensando apenas na eleição da sua presidente? Bem, isso só o tempo dirá.
O DESCONTENTAMENTO DO PP
Vendo que Jorginho Mello abriu as portas para o MDB e possivelmente para o Partido Novo, o PP de Santa Catarina, que foi o primeiro a apoiar o governador na sua administração, está se sentindo prestigiado e pode ir de corpo e alma para o colo de João Rodrigues.
Os deputados estaduais Altair Silva, José Milton Scheffer e Pepê Colaço já manifestaram apoio ao prefeito de Chapecó no último dia 22 de março, mas agora Esperidião Amin também pode tomar o mesmo caminho.
O senador quer buscar a reeleição e com a falta de espaço na coligação de Jorginho, pode fechar um acordo com o PSD para ser um dos nomes ao Senado. O PP de hoje tá rachado e num víeis de baixa, pois tem perdido espaço político em Santa Catarina e os filiados querem uma renovação e o direito de opinar.
E O MDB?
BEM, o MDB de Santa Catarina é um grande mistério, pois o partido mais uma vez se dividiu, mas mais uma vez abocanhou muitos cargos no Governo do Estado.
Isso seria um motivo pra dizer que o MDB fechou apoio ao governador Jorginho Mello em 2026? Claro que não, pois até na cúpula do Massa Bruta não há consenso sobre em quem apoiar na eleição do ano que vem.
O presidente estadual Carlos Chiodini, que assumiu a Secretaria de Agricultura; Emerson Stein, que assumiu a secretaria do Meio Ambiente; Jerry Comper, que está na Infraestrutura; o deputado estadual Fernando Krelling, que indicou o comandante da Fesporte; e a senadora Ivete Appel da Silveira, que ganhou o cargo de Jorginho Mello, estão com Jorginho Mello.
Os demais da executiva estadual já andaram na festa de João Rodrigues e até entendem que o prefeito seria o melhor caminho para o MDB.
Apesar do silencio para evitar retaliações do Governo do Estado, a maioria dos prefeitos emedebistas querem João Rodrigues. Com isso, o MDB também está dividido, mas vai chegar uma hora que terá que escolher qual caminho vai tomar.
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