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terça-feira, 6 fevereiro, 2024

Deputado catarinense vai representar os fumicultores na COP-10

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O deputado federal Rafael Pezenti (MDB) faz parte da comitiva brasileira que está no Panamá que foi participar da Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (COP-10), promovida pela Organização Mundial da Saúde.

O evento iniciou na segunda-feira, 5, e terá uma discussão sobre o futuro desse setor, onde serão decididas medidas que impactam na produção de uma das cadeias produtivas mais importantes do Sul do Brasil.

Segundo Pezenti, o grupo deve enfrentar grande resistência, pois nas nove edições anteriores da COP, os representantes do setor produtivo, entidades e prefeitos de municípios produtores de tabaco foram impedidos de participar das discussões e, até mesmo, de acessar o local dos debates como ouvintes e ele acredita que para esta edição, a tendência é a mesma.

A COP 10 seria realizada em novembro do ano passado, mas foi adiada. A organização do evento deu início aos debates com reuniões virtuais, com acesso proibido aos defensores da cadeia produtiva do fumo.

O tabaco é o nono item na pauta de exportações da agropecuária brasileira. Mais de 90% da produção é enviada para fora do país. O Brasil é signatário de um acordo que prevê neutralidade sobre a produção e o livre-comércio do produto.

“Os produtores de tabaco, todos juntos, faturaram R$ 9,5 bilhões. E o governo, em impostos, arrecadou R$ 12,3 bilhões no ano passado. Ainda assim, a gente precisa lutar pra que essa cultura, que sustenta mais de 130 mil famílias na produção rural e emprega diretamente meio milhão de pessoas, seja na roça, no comércio ou na indústria, não seja erradicada”, destacou o deputado.

Já Marcilio Drescher, que é o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), disse que “hoje, 130 mil famílias dependem da cultura do tabaco. Se vierem restrições ou constrangimentos para o setor, isso irá prejudicar pessoas que têm no tabaco muitas vezes a sua principal sustentabilidade financeira”.

O Brasil possui a terceira maior área cultivada com tabaco no mundo, atrás da China e da Índia, sendo que 95% dessa produção é advinda da agricultura familiar.

O contrabando

Dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria mostra que o mercado ilegal de cigarros responde por 4 em cada 10 maços consumidos no Brasil. Mostra ainda que, diante do contrabando do Paraguai e da produção ilegal interna, o país deixou de arrecadar R$ 94,4 bilhões em impostos nos últimos 11 anos.

O deputado Pezenti diz que “se parássemos de plantar tabaco aqui no Brasil, as pessoas continuariam fumando, mas abriríamos mão de uma receita bilionária. Precisamos de mais luz e menos calor nesse debate”.

Os produtores e a indústria também estão preocupados com o futuro da regulamentação dos cigarros eletrônicos, tema que ainda está sob análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Somente em impostos, o Brasil perde R$ 7,5 bilhões por ano com a falta de regulamentação e deixam de criar 110 mil empregos, segundo estudo da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG).

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Sergio de Oliveira
Jornalista formado pela UniSociesc tem graduação também em Gestão Comercial pela Uniasselvi. Foi dirigente e consultor nas Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDL) de Blumenau e Gaspar. Tem experiência em comunicação governamental, com passagem por órgãos públicos de Blumenau. Atua na área de comunicação desde 1993 com passagens por veículos como Rádio Atlântida FM, Rede TV Sul, Rádio Blumenau e Jornal O Município. Já foi produtor, editor e colunista, além de empreender na área de jornalismo digital. Há 14 anos estuda e escreve sobre o cenário político de Santa Catarina, procurando apresentar informações que orientem e ampliem a visão do leitor/internauta. Contato: sergio.redacao@gmail.com
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