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Jorginho Mello vai fazer mudanças no secretariado na próxima semana

A posse do novo presidente da Argentina acontece no próximo domingo, 10, e o governador Jorginho Mello (PL) vai marcar presença junto com o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador catarinense Jorge Seif (PL) e alguns deputados federais e estaduais.

Na sua volta, o governador de Santa Catarina vai anunciar os secretários de Estado que deixarão o seu Governo e vai divulgar os nomes de quem vai substituí-los.

Segundo Jorginho Mello, alguns secretários serão candidatos a prefeito e outros ajustes finos serão feitos já pensando no que a atual administração pretende para 2024.

Essas mudanças vão ocorrer em duas etapas, onde a primeira acontece já em dezembro e a segunda somente em março do ano que vem.

Devem sair agora o chefe da Casa Civil Estêner Soratto Junior (PL), que volta para a Alesc e começa a estruturar a sua pré-candidatura à Prefeitura de Tubarão; o comandante da secretaria de Agricultura, Valdir Colatto (PL), que vai ser substituído por um nome do MDB; e o presidente da Celesc, Tarcísio Rosa.

Depois da briga com o deputado estadual Fernando Krelling (MDB), Paulão do Vôlei, da Fesporte, também entrou na lista, pois Jorginho não quer de jeito nenhum ter problemas com a Alesc.

Para a Casa Civil, o governador do Estado foi convencido que seu filho, Filipe Mello, é o melhor nome para o cargo, pois interlocutores do Governo entendem que ele tem bom trato com a classe política, tem boa articulação e poder de convencimento para ajudar a administração e essas qualidades vão superar um eventual desgaste.

Na segunda etapa de março, devem sair a secretária de Saúde, Carmen Zanotto (Cidadania), que vai disputar a prefeitura de Lages, e o secretário do Meio Ambiente, Ricardo Guidi (PSD), que vai também concorrer em Criciúma. No caso de Guidi, só falta saber se ele fica no PSD ou vai para o PL.

Pode acontecer mudanças também na secretaria de Proteção e Defesa Civil, comandada pelo Coronel Armando, e na secretaria de Comunicação, que hoje é chefiada por João Debiasi.

Fato é que o governador Jorginho Mello não estava contente com o trabalho de alguns comandados e aproveita a mexida para tentar atrair alguns partidos que já se mostram descontentes pela falta de espaço no governo.

Há algum tempo o governador vem conversando com o deputado estadual Camilo Martins, presidente do Podemos, para ajustar algumas questões. Um dos nomes pode vir dessa legenda, mas tudo dependerá também das negociações que visam as eleições de 2024 e a prefeitura de Blumenau entra nessa tratativa.

Já o MDB também quer mais cargos no Governo, pois entendem que, por ter a segunda maior bancada e a presidente da Alesc, merecem mais de Jorginho Mello.

O PP é outro partido que está com o governador desde o início de 2023 e pode ter o seu trabalho reconhecido numa das duas mudanças de Jorginho Mello.

Já o PSD, Novo, PSDB, União Brasil e Republicanos, que poderiam compor com o PL, são vistos como partidos que vão lutar pelos mesmos espaços nas eleições municipais e devem ser os adversários também na reeleição de Jorginho Mello, em 2026.

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