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Jovens estão menos contentes em ler notícias, diz pesquisa

Um estudo americano divulgado hoje, 31, pelo site Poder 360, aponta que os jovens de 16 a 40 anos estão menos contentes em ler notícias. Conforme o levantamento, feito com 5.975 norte-americanos, de 18 de maio a 8 de junho, 79% dizem receber notícias diariamente, no entanto, menos de 32% declararam gostar de acompanhar as notícias – uma queda significativa em relação a 2015, quando a percentagem era de 53%.

“Quando comparado com 2015, menos entrevistados disseram que gostam de receber notícias e estão falando menos com amigos e familiares sobre o noticiário. Muitos também relatam que se sentem desgastados por estar on-line”, disseram os autores do estudo.

Ainda de acordo com o balanço, nove em cada dez pessoas disseram estar on-line mais de duas horas por dia e três em cada dez relataram se sentir pior a medida que passam mais tempo conectados.

Do total dos entrevistados, 79% disseram agir para combater a fadiga on-line: 47% declararam prestar atenção à maneira como certos produtos tentam mantê-los engajados, 27% tentam estabelecer limites para o tempo que passam on-line e 23% usam aplicativos ou configurações para rastrear o tempo conectado.

40% dos norte-americanos usam o Facebook para se informarem, ante 57% em 2015. Eles também usam atualmente o YouTube (37% dos entrevistados), Instagram (34%), TikTok (29%), Snapchat (24%) e Twitter (23%).

A pesquisa mostra ainda que 74% dos entrevistados recebem notícias ao menos uma vez por semana de meios tradicionais, como jornais impressos, on-lines e de televisão. Daqueles que usam a mídia tradicional diariamente (45% do total), 28% recebem notícias de estações de rádio ou jornais (impressos ou on-line) locais; 29%, de programas de rádio ou jornais nacionais.

A pesquisa foi realizada pelo Media Insight Project, uma colaboração entre a Associated Press-NORC Center for Public Affairs Research e o American Press Institute. A margem de erro é de 1,7 ponto percentual para mais ou para menos. O estudo está disponível, em inglês, na íntegra aqui.

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