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Justiça nega liminar para derrubar campanha de desmonetização da Jovem Pan

O Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou o pedido de liminar da Jovem Pan para retirar do ar a campanha de desmonetização da emissora, criada pela Sleeping Giants Brasil, uma organização de ativistas digitais. As informações são do colunista Rogério Gentile, do Portal UOL.

O movimento, que já conta com 570 mil seguidores no Twitter, iniciou em novembro do ano passado a campanha #DesmonetizaJovemPan sob o argumento de que emissora divulgou “conteúdos desinformativos em relação à integridade do sistema eleitoral brasileiro com potencial para incitar atos antidemocráticos”.

Na campanha, a Sleeping Giants Brasil divulga tuítes dirigindo-se diretamente a anunciantes da emissora questionando se os conteúdos produzidos pela Jovem Pan são condizentes com os seus valores, princípios e interesses comerciais.

Na ação aberta contra a organização, a Jovem Pan afirmou ser vítima de uma campanha de “perseguição e difamação”. Disse que a atuação Sleeping Giants Brasil é uma forma de censura e mordaça financeira que tem como objetivo provocar o seu fechamento.

Ao rejeitar no dia 15 de março o pedido de liminar da Jovem Pan, os desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo afirmaram que as provas anexadas nos autos do processo ainda são frágeis.

“Não permitem uma constatação minimamente segura das alegações da emissora, muito menos para autorizar, liminarmente, medidas de difícil reversão como a retirada de todos os conteúdos”, declarou na decisão o desembargador Gilson Miranda, relator do processo.

O desembargador disse que será necessário aguardar o desenrolar do processo e que o julgamento do mérito ocorrerá no momento oportuno.

Uma reportagem do Intercept Brasil no mês passado afirmou que o Grupo Jovem Pan teve um prejuízo de R$ 837.747,28 com a perda de dois contratos de anunciantes em janeiro deste ano.

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