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quarta-feira, 31 janeiro, 2024

Um passo adiante, dois passos atrás

Foto: Divulgação/GloboNews
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É um momento bastante estranho para quem gosta de acompanhar as notícias pela TV a cabo. Esquecendo a gentileza, a mediocridade está no ar.

A cobertura dada ao caso das joias domina os espaços como se só houvesse esse assunto. Âncoras e repórteres passam dias imaginando o que os depoentes vão dizer à Polícia Federal, depois ficam imaginando o que eles disseram e, finalmente, acabam por informar que nada de novo foi dito.

Há uma imposição que uma organização criminosa dominava o governo anterior, sem que isso tenha sido até agora dito oficialmente na investigação. A versão e a imaginação estão à frente dos fatos investigados pela polícia, embora se ressalte que os indícios são fortes.

Serão provados ou não mais adiante,mas até lá a mídia vai adotando uma postura condenatória por suposições.

O tema domina horas e horas dos programas como se não houvesse outro tema. Ou abre espaço para a CPI dos Atos Golpistas, que até agora não acrescentou e nem dá sinais de onde vai chegar. Tão inócuo como ouvir o atarantado GDias.

 

Furo

Apesar de toda a movimentação e do palavrório da GloboNews, quem deu a informação mais quente sobre as jóias até agora foi a colunista Juliana dal Piva, do UOL, que obteve com exclusividade depoimento de Mauro Cid admitindo que elas são bem público.

 

Crise

E além de tudo, as cabos vivem momentos de crise financeira. A CNN praticamente se desmanchou mais uma vez e está sem dinheiro para pagar royalties à sede de Atlanta.

A Jovem Pan, identificada por linha ideológica, perdeu seus melhores debatedores, demitidos quase que mensalmente, não tem o mesmo público fiel de antes.

A GloboNews é a única que se diferencia pelo time de estrelas, embora as questões tratadas anteriormente de linha de atuação numa só batida.

Em alguns horários, o excesso de âncoras e comentaristas chega a atrapalhar o conteúdo, como acontece de manhã, onde Daniela Lima deixou o ambiente inquieto com Leilane Neubarth e Camila Bomfim, cada uma querendo dar informação mais privilegiada do que as outras.

 

E aqui?

Já a mídia regional, cuja reportagem foi elogiada em coluna anterior, entrou em passo de tartaruga, tipo um adiante, dois passos para trás. Os temas são amenos – privilegiando quermesses e festinhas temáticas. Não há conteúdo relevante e, quando raramente há, não se comprova o trabalho da equipe de externa. As fontes são ouvidas pela internet, com a clássica frase “acompanhe o que diz….” Não existe ponto e contraponto.

Isso sem falar nas matérias pagas, disfarçadas de conteúdo editorial.

E nas deficiências de repórteres escolhidos por critérios que não a qualidade. Um ou outro nem consegue pronunciar “Florianópolis.”

 

Transplante

A operação bem sucedida de Fausto Silva dominou boa parte do noticiário da semana passada. O milionário apresentador acabou salvo pelo SUS.

E para retribuir a graça que recebeu, Faustão se transformou num porta-voz pela doação de órgãos, o que aumentou o número de doadores em todo o Brasil.

Uma grande e justa retribuição.

 

Futebol em baixa

O que explica o mau futebol praticado pelos times da capital?

Está na hora da mídia deixar de lado os aspectos festivos dos clubes centenários e colocar o dedo na ferida.

Do contrário, o futebol local não irá adiante e continuará vivendo das glórias do passado.

 

Vigilância

As câmeras de vigilância e de trânsito gravam quase tudo. Acidentes, tiroteios, roubos.

Nos últimos dias vimos o grave acidente do ator Kayky Brito, a imagem do maranhense que fugiu da cadeia nos Estados Unidos e inúmeros incidentes com arma de fogo Brasil à fora.

Câmeras são aliadas das autoridades na punição dos infratores.

 

Na real

Metade do ano, as emissoras de TV fazem o que podem para ajudar suas contas para não terminarem mais um ano no prejuízo. No ano passado, Globo e SBT só ficaram no azul por conta de investimentos financeiros. A Globo acaba de abrir mão da negociação da Copa do Mundo de 2030 para não ter desencaixe no momento. Vai deixar para negociar mais adiante.

A Record depende fundamentalmente da Igreja Universal. No passado, ela recebeu quase 1 milhão de reais pelo espaço de 4 horas que aluga na madrugada para as pregações. Recentemente completou a demissão de 200 profissionais, cortando os maiores salários, em especial na área esportiva.

Não está fácil para ninguém.

 

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Claiton Selistre
Publisher, colunista e owner do Portal Making Of, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário, além de coordenador do comitê editorial da RBS em Santa Catarina. Antes atuou na Rádio e TV Gaúcha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há 12 anos.
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