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sábado, 28 maio, 2022

Adeus a Sidney Poitier, com carinho

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Adeus a Sidney Poitier, com carinho
Foto: Divulgação/Reprodução

Hoje partiu o último dos meus três grandes amores do Cinema, Sidney Poitier. Ele tinha 94 anos e fez história ao tornar-se o primeiro negro a ganhar um Oscar de Melhor Ator, em 1963, por seu papel em Uma voz nas sombras.

A história de vida de Sidney é extraordinária.  No início eu achava que ele era um príncipe de algum país distante, tal a elegância do porte e a delicadeza com as palavras. Mas Sidney nasceu nas Bahamas, filho de família pobre e só aprendeu a ler aos 15 anos quando foi para Miami morar com o irmão. Foi seu empregador, um comerciante judeu, que ensinou as primeiras letras ao garoto. A história, contada na biografia Uma Vida muito além das Expectativas, é comovente. Famoso, o ator tentou reencontrar seu “professor” para agradecer, mas foi em vão.

No livro, Sidney relata também a discriminação que sofreu e as dificuldades que enfrentou para se tornar um ator em Nova York, mas conta de maneira sóbria, sem demonstrar ressentimento ou autopiedade.

Pois é, aquele jovem pobre e analfabeto, transformou-se num dos maiores atores do cinema, além de diretor e diplomata. Além do Oscar de 1963, inédito para um ator negro, Poitier recebeu um Oscar pelo conjunto da obra,em 2002. Cultuado pelos seus pares, ele foi um verdadeiro modelo, principalmente para os afrodescendentes que vieram depois em busca de espaço.

Além de seu trabalho no cinema e nos palcos, Poitier sempre participou dos movimentos em defesa dos direitos civis.

Entre os filmes mais importantes de Sidney Poitier estão Uma voz nas sombras (1963), Acorrentados (1958), No calor da noite (1967), Adivinhe quem vem para jantar (1967)Escolhi a cena inesquecível de Ao mestre com carinho, para homenagear esse grande ator e ser humano que está na minha vida desde a adolescência.

Obrigada, Sidney.

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Vídeo: Reprodução/YouTube

Brígida Poli
Jornalista, cinéfila desde criancinha e maníaca por séries de TV desde "Os Sopranos". Não se considera crítica de cinema, pois não consegue deixar o coração de lado na hora de avaliar um filme. Adora falar e escrever sobre o assunto e tenta chamar a atenção para as grandes obras cinematográficas que as novas gerações desconhecem. Concorda com o mestre Federico Fellini quando ele disse que "o cinema é um modo divino de contar a vida".
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