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Como as novas tendências vão influenciar – e potencializar – o setor de tecnologia – Por Celso Kleber de Souza

Pixabay

Por Celso Kleber de Souza*

Ainda operando sob o impacto da aceleração crescente com a pandemia de Covid-19, o setor de tecnologia tem mantido bons números: 45,7% das empresas seguem implementando soluções de transformação digital, de acordo com dados de uma pesquisa da Sambatech. Isso corrobora para que, em 2023, boa parte delas estejam mais atentas às novidades tecnológicas e submetam o segmento a mudanças consistentes para o mercado e para a sociedade.

Uma das principais tendências é o aprimoramento do 5G. Até outubro de 2022, o Brasil já contabilizava cerca de 6 mil antenas da rede, cuja tecnologia se propõe a oferecer mais estabilidade e velocidade, com menor latência para o usuário – os números são da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Expandir o 5G vai permitir a resolução de questões relacionadas às barreiras de IoT (internet das coisas), potencializando outros avanços.

No campo da Inteligência Artificial (IA), a expectativa é torná-la cada vez mais presente nas organizações, com o intuito de incluí-la em mais e novos processos do negócio e em diferentes setores. No varejo, por exemplo, a IA pode automatizar o gerenciamento de estoque, de forma a aumentar a conveniência da compra online com retirada em loja (BOPS), adequando, também, o processo de troca no mesmo modelo (BORIS).

A computação quântica que, atualmente, enfrenta uma corrida mundial para o seu desenvolvimento em escala, deve criar novas formas para processar e armazenar informações com mais velocidade do que os processadores tradicionais considerados mais rápidos hoje. A grande questão que deve ser observada está condicionada à inutilidade que essa tecnologia causa nas atuais práticas criptográficas.

Outra tendência que deve seguir rendendo frutos está atrelada à transformação digital. Pode parecer mais do mesmo, mas ela já é considerada um atalho para uma internet mais imersiva. Um exemplo é o metaverso, que deve direcionar a próxima década na tecnologia. Despertando o interesse de 49% dos brasileiros, a tecnologia deve adicionar US$ 5 trilhões (R$ 26,54 trilhões) à economia global até 2030.

O universo do trabalho também deve ser impactado, com ambientes de reunião mais imersivos, utilizando a realidade aumentada (AR) e a realidade virtual (VR) para o desenvolvimento de avatares mais autônomos e habilitados para IA, com o objetivo de utilizá-los como nossos representantes no metaverso, mesmo que não haja conexão com o mundo digital.

Por fim, mas não menos importante, saliento as iniciativas tecnológicas que vão pensar e potencializar o ESG. Neste setor, a tecnologia blockchain deve auxiliar na aceleração à medida que as empresas criem produtos e serviços descentralizados. Um exemplo é o atual armazenamento em nuvem que, em 2018, levou o Brasil à 18ª posição no ranking de desempenho global na computação em nuvem. Com o armazenamento de dados criptografado pelo blockchain, as informações tendem a ser mais seguras e acessíveis.

Aplicada em diferentes frentes, a tecnologia opera para impulsionar e viabilizar a construção de soluções transformadoras. A partir de sua mutabilidade, podemos esperar mais um ano intenso e de esforço contínuo para tornar as cadeias ainda mais transparentes e eficientes.

*Celso Kleber de Souza é Technology Director (CTO) da Qintess. 

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