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Avaí e Figueirense aderem a programas do TRT-SC com foco no trabalho decente

Foto: Priscila Tavares

Futebol, segurança do trabalho e aprendizagem: uma combinação que não parece tão óbvia, mas que faz muito sentido quando se lembra que atletas são, também, trabalhadores. Além disso, o espetáculo dos gramados depende da ação de muitas pessoas nos bastidores que contribuem para manter os clubes operando – e a bola rolando.

Foi esta visão que fez com que Avaí Futebol Clube e Figueirense Futebol Clube, duas equipes tradicionais da capital catarinense, aderissem aos programas Trabalho Seguro (PTS) e de Combate ao Trabalho Infantil e Estímulo à Aprendizagem (PCTIEA), em parceria com o Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (SC). O termo de adesão foi assinado ontem, 18, na Presidência do TRT-SC, em Florianópolis.

O ato contou com a participação da ministra Dora Maria da Costa, do Tribunal Superior do Trabalho, que iniciou nesta segunda a correição ordinária no TRT-SC. “A assinatura dos convênios com o Avaí e Figueirense é uma abertura de portas para que demais times brasileiros sigam o mesmo exemplo”, afirmou

Assinaram os termos o presidente do TRT-SC, desembargador Amarildo Carlos de Lima; o gestor regional do PTS, desembargador Cesar Luiz Pasold Júnior; a gestora regional do PCTIEA, desembargadora Maria de Lourdes Leiria; o presidente do Avaí, Júlio Heerdt, e o diretor-executivo da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Figueirense, Enrico Ambrogini.

Também participaram do ato os desembargadores do TRT-SC Roberto Guglielmetto, integrante do Comitê Gestor Nacional do PTS, Wanderley Godoy Junior e Reinaldo Branco de Moraes, gestor regional do Programa de Enfrentamento ao Trabalho Escravo do TRT-SC; a gerente jurídica do  Figueirense, Roberta Cardoso Faria, e os diretores jurídicos do Avaí, Tullo Cavallazi Filho e Sandro Barreto.

 

Formação de cidadãos

O presidente do Avaí relatou o processo de formação das categorias de base, que admite o ingresso de crianças a partir de nove anos nas suas atividades formativas e recreativas. A partir dos 14 anos, os jovens são autorizados a firmar vínculo com o time pelo prazo de um ano. Atualmente, o clube conta com cerca de 80 atletas de base.

Em todos os casos as crianças e jovens devem comprovar a frequência escolar e há um acompanhamento do rendimento nos estudos. “Temos uma preocupação de que sejam formados também cidadãos, não apenas atletas”, destacou Heerdt. A equipe agora dá mais um passo, ao iniciar os trabalhos de base para formação das futuras atletas do futebol feminino.

A gestora regional do PCTIEA ressaltou uma feliz coincidência em sua fala: “O Figueirense foi fundado em 12 de junho, data em que se comemora o Dia Internacional de Combate ao Trabalho Infantil. Fazer uma parceria com estes clubes centenários agrega muito aos programas”, afirmou a desembargadora Maria de Lourdes Leiria.

O estímulo à aprendizagem também se insere no cotidiano das equipes de futebol, como relatou a gerente jurídica do Figueirense. Roberta Faria expôs que o clube hoje oferece vagas em seus quadros administrativos, como financeiro e marketing, o que oportuniza aos jovens não apenas uma experiência profissional, como também formativa.

 

Preocupação estendida

O gestor regional do PTS enfatizou que a preocupação com os trabalhadores atletas – que fazem jus a uma série de direitos como a contratação de seguro de vida e de acidentes pessoais – estende-se à cadeia de prestadores de serviços existente em torno do futebol.

“As contratações para a prestação de serviços temporários e eventos promovidos pelos clubes, por exemplo, e que abrangem trabalhadores de diversos setores, também são objeto de atenção do  Programa Trabalho Seguro”, explicou Pasold Júnior.

 

 

*Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-SC

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