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Réveillon para ficar na memória

Foto: Réveillon de Florianópolis vista da beira-mar continental / Crédito: reprodução.

É preciso ter coragem e ousadia para inovar, mas também é necessário bom senso para rever o rumo quando as coisas não saem como o desejado. Assim foi a festa de Réveillon organizada pela Prefeitura de Florianópolis. A tecnologia em forma de drone, o pianista e bailarina suspensos e sem as tradicionais queimas de fogos de artifício no mar (ponto central em outros anos) causaram frustração a muitas pessoas.

Com investimento de 3 milhões de reais em 2023/24, contra 1,85 milhão em 2022/23, o que equivale a um aumento de gastos de 53%. Quem estava do lado continental da ilha foi agraciado com um feliz 2024 as avessas, pois os organizadores do show “esqueceram” que a imagem quando não espelhada fica ao contrário. Quem preferiu se posicionar para ver os fogos na Ponte Hercílio Luz, viu um espetáculo de luzes em meio a muita fumaça. O Réveillon da Capital estava entre os mais concorridos do Brasil, mas depois dessa virada será necessário corrigir o rumo e reconquistar essa posição.

Foto: Réveillon na Praia do Campeche / Crédito: Janine Alves (arquivo pessoal)

Outro questionamento importante a ser feito é realmente se apenas a Beira Mar Norte (na Ilha) deve receber o maior investimento, tendo em vista a baixa mobilidade urbana nesta época do ano e o número de turistas que circulam.

Na praia do Campeche, por exemplo, a aglomeração de pessoas nos acessos à praia e na própria praia superou as expectativas. O preço do estacionamento acima dos 100 reais, vendas de bebidas sem controle e ainda havia comerciantes “de ocasião” que tentavam impedir o estacionamento em via pública e em área legalmente autorizada. Outros cercaram os estacionamentos em frente aos estabelecimentos com correntes para impedir que carros estacionassem. Nesses casos é bom lembrar que a colaboração de todos contribui para o resultado da festa, inclusive os financeiros. Fogos de artifícios soltos à revelia, sons que pareciam tiros de armas de fogo para o ar, poucos policiais vistos no acesso à praia, sem esquema de segurança ou o mínimo de organização, colocaram em risco as pessoas que ali estavam.

O Prefeito Topázio Neto tem inovado nas ações, tem puxado a responsabilidade para si, mas nem sempre demonstra paciência para conviver com os contrapontos a sua gestão (o tempo de um empresário é diferente do tempo de um político e isso requer adaptação), porém é necessário pensar qual o propósito da Prefeitura e como proporcionar uma festa bonita e segura também em outros pontos da ilha.

As pessoas na beira-mar continental merecem ver as felicitações ao novo ano de frente. O evento do Campeche tem crescido ao logo dos anos, assim como em outras praias da ilha e pontos do continente, e o poder público deve olhar para esses locais também, ampliando as parcerias e o alcance das ações. Unindo esforços, a festa pode ser para todos e investir no básico e bem-feito parece o melhor caminho, além de ser ao que tudo indica mais econômico para os cofres públicos. Mais o que todos desejamos é mais sorte as escolhas da Prefeitura e ao prefeito para próximo Réveillon, porque Florianópolis merece estar no pódio das melhores comemorações.

Os colunistas são responsáveis por seu conteúdo e o texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal Making of.

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