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sábado, 25 junho, 2022

História, bairro, na zona, apostas e Avaí joga hoje à noite

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1 – Uma Copa do Mundo

O jogo de hoje à noite, no estádio Newton Santos, às 19h, entre Avaí x Botafogo, vale uma “Copa do Mundo”. O Botafogo se perder cairá para a 17ª colocação na zona do rebaixamento. O Avaí está no 18º lugar e se vencer sobe para o 14º lugar. É jogo de vida e morte.

2 – Eles não serviam

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Getúlio, Matheus Barbosa e Edu, atuaram no jogo Vasco 1 (gol de Getúlio) x Cruzeiro zero, com o estádio do Maracanã lotado. Os três foram rejeitados nos nossos clubes. Getúlio formado no Avaí realizou o sonho de menino: fez um gol no Maracanã. Matheus com passagem pelo Avaí e Edu, artilheiro do Brusque em 2021, são titulares no Vasco e Cruzeiro. Nossos torcedores gostam de “perfumaria”: ex-jogadores de grandes clubes, que chegam como reforços, estrelas sem brilho. Nós continuamos a achar que a mulher do vizinho é melhor do que a nossa.

3 – História de 101 anos

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Você não tem ideia de como era a cidade e o bairro da Figueira, local onde surgiu o Figueirense, no ano de 1921. A ponte Hercílio Luz não existia; o Mercado Público era feito de uma única ala; o mar batia na murada do cais e das docas, que serviam as pessoas que viviam no bairro e dependiam do porto, das docas, das chatas, navios, barcos que traziam e levavam mercadorias para a cidade. Quem morava no bairro da Figueira era “figueirense”, como se é “catarinense” quem nasce em Santa Catarina.

4 – O bairro da Figueira[i]

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Ficava junto ao cais e a praia do Mercado. Ocupava também a rua da Fraternidade até a José de Abreu Lima; seus limites eram nas Bragança; dos Moinhos; do Comércio; Largo da Carioca… Observando, o casario da região ainda conserva parte da arquitetura de 1921, principalmente na frente do estacionamento construído em cima da praia do “Vai Quem Quer”. Em cada poste da rua Francisco Tolentino, entre as ruas Bento Gonçalves e Álvaro de Carvalho, há placas contando a história do bairro. Duas delas desapareceram: como esta na foto abaixo:

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5 – Onde a história começou

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Jorge Albino, João Siridakis e Jorge Veloso, numa noite, bebendo e conversando na venda do seu Andreus Kowalski, localizada na esquina da Rua da Fraternidade com o Beco dos Segredos, no Bairro da Figueira, semearam a ideia de criar um time de futebol que deveria representar os moradores do bairro, como era comum no Rio de Janeiro, como ouviam nas conversas com os marinheiros que chegavam nos navios atracados no cais ao lado do bairro. Numa desta noite decidiram que era preciso um estatuto e eleger uma diretoria. A ideia foi crescendo até que João dos Passos Xavier, o mais letrado, sócio com o irmão de uma livraria no centro da cidade, se prontificou em elaborar os estatutos. No dia 12 de junho, se reuniam na casa de Xavier, localizada na rua José de Abreu Lima e, a turma do armazém, aprovou as normas, o nome e elegeram a primeira diretoria do clube que representaria o bairro da Figueira: o Figueirense Football Club.

6 – Flamengo de Dorival Júnior

Júnior veio de São Paulo para jogar no Avaí em 1986 e em 1987 foi para o Joinville, de onde saiu formado, pronto para um dia jogar no Palmeiras, do tio Dudu. Em 2003 voltou à cidade para ser gerente de futebol e em seguida treinador do Figueirense, quando começou sua carreira de técnico até chegar ao Flamengo uma vez. Na segunda, na reestreia perdeu para o Internacional por 3 a 1 sem ter dado um único treino. O primeiro será hoje, dia 13, no Ninho do Urubu. Os torcedores, corneteiros e cronistas querem o time de Jesus de volta. Um time não existe mais e como as camisas que os jogadores usam cheias de anúncios. O Fla não é o mesmo dos anos 50 e nem sombra do time de Jesus.

7 – Portugueses são melhores…

Treinadores ou é moda achar que treinador que vem da Europa é melhor do que os nossos? O futebol brasileiro é idolatrado no Mundo, ao ponto dos clubes portugueses, no passado, contratarem treinadores brasileiros como: Otto Glória, Marinho Pérez, Abel Braga, Paulo Autuori e até Felipão para dirigir a seleção portuguesa. Agora o futebol brasileiro faz uma viagem de volta.

8 – Subir é mais difícil do que cair

O Figueirense no dia do aniversario de 101 anos, jogando no Scarpelli, não conseguiu vencer o Confiança, que disputa o rebaixamento. Assim mesmo está entre os oitos classificados e faltam oito partidas para completar a primeira fase. Jogou 10 até agora e somou 17 pontos, precisa de mais 12, ou seja, quatro vitórias, metade dos oito jogos que faltam disputar contra: Manaus, Remo, Vitória, Campinense, Botafogo SP, Paysandu, São José, Botafogo PB e ABC. E Junior Rocha ainda insiste com John Clei. Já deu!

9 – Resultados

O Criciúma venceu a Chapecoense, em Chapecó, por 3 a 2, subindo na classificação e ficando perto do Z4; a Chapecoense está na zona de rebaixamento para a Série C. O Brusque, em casa, perdeu para o Ituano de 1 a 0. Criciúma está em sexto; Brusque em 13º e a Chapecoense em 18°.

10 – Só no fim

Quando os treinadores de Figueirense e Internacional fazem entrar na equipe titular – Paolo e Alemão (ex-Avaí), a estratégia é ganhar tempo e  querer defender os resultados. Estes jogadores são atacantes. Uma contradição ou “vivem enganando as torcidas”; – Eu coloco, mas eles não rendem! – respondem.

11 – Zona de Rebaixamento

A gente descobre, quando o time começa a disputar a Zona de Rebaixamento, quando olha na tabela de classificação e enxerga mais gols contra do que a favor, quando entra o tal de menos. Como dizem os “entendidos” – déficit negativo, como se isto existisse.

12 – Como têm casas de apostas

Estampadas nas camisas dos times de futebol, uma delas anuncia em todos os clubes e nas placas que contornam os gramados. Acordei pensando que o jogo foi liberado no Brasil e queria saber quem controla, quem se aposta e quem ganha.

FIM

_____________________________

[i] Rua da Fraternidade (Francisco Toletino); José de Abreu Lima (Padre Roma); do Bragança (Sete de setembro); Largo da Carioca (Largo Fagundes): dos Moinhos (Felipe Schmidt); do Príncipe ou do Comercio (Conselheiro Mafra).

 

Paulo Brito
Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC.
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