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segunda-feira, 15 agosto, 2022

TRANSPARENTE – E PANCADÃO

Reprodução Redes sociais
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Bourbon é uma bebida com cor de caramelo, confere? Sim. Mas nem sempre. A maior prova disso é o moonshine, esse Tenesse Whiskey transparente aí da foto. Originário dos Estados Unidos ele fez fama no período da Lei Seca (1920-1933), sendo produzido em destilarias clandestinas, em galpões ou até mesmo no meio da mata.

É feito à base de milho, tem uma graduação alcoólica de incríveis 80%, e é clarinho porque não passa por processo de maturação em barris de carvalho. A potência alcoólica da bebida foi um dos motivos que provocou sua proibição por muitos anos – mesmo após o fim da Lei Seca. Restrição que ainda vigora em alguns mercados (como mostra este vídeo da National Geographic).

Bib & Tucker/Divulgação

Algumas destilarias perceberam o potencial do moonshine – que é mais barato, rápido e fácil de produzir que um bourbon ou whisky tradicional (porque não passa pelo processo de envelhecimento). A norte-americana Stillhouse (leia-se Bacardi) foi uma das destilarias que suavizou a receita e passou a destilar um moonshine com 40% de teor alcoólico. A Jack Daniel também criou sua receita, assim como a Buffalo Trace, a Glen Thunder (que fica nos arredores de Nova York e tem um moonshine premiadíssimo), Marigny (de New Orleans) e Bib & Tucker (cujo Whiskey branco repousa apenas 24 horas em barril, e é acomodado depois em uma belíssima garrafa com alto relevo) (foto).

Também conhecida como white whiskey, white dog, unaged whisky e white lighting a bebida não é muito adequada para ser consumida pura ou on the rock´s. Mas tem potencial para ser protagonista na coquetelaria, substituindo gin e vodka, e trazendo diferentes nuances para alguns drinks. Na análise sensorial não apresenta notas de caramelo/baunilha (característicos de qualquer bebida espirituosa envelhecida como bourbon, whisky, rum ou cachaça).

A coluna provou e aprovou – apesar de um certo estranhamento. Lembrou de certa forma uma cachaça Prata, que é fresca, alcoólica e picante, perfeita para a elaboração de uma caipirinha com gelo – diferente do rum escuro, bourbon tradicional ou cachaça Ouro cuja passagem por barril deixa a bebida mais arredondada, com notas de madeira, baunilha (ou coco) e se torna mais agradável para ser consumida pura.

Enfim, embora se trate da mesma bebida, bourbon e moonshine (ou qualquer outro apelido que tenha) esses espíritos apresentam perfis aromáticos distintos, sabores e aparências muito diferentes.

Se você se interessou pelo assunto recomendo ver o vídeo abaixo que mostra como é o processo de produção do controverso white whiskey.  Ah, e se puder provar, prefira os com teor alcoólico abaixo dos 50%. Dica de amigo, ok?

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NO TOPO

O cada vez mais popular o Negroni (gin + vermuth + campari + rodela de laranja) conquistou este ano o título de drink mais servido do Mundo. A informação está no Brands Report 2022, da Drinks International. Foram sete anos na segunda colocação, atrás do clássico Old Fashioned (whisky ou bourbon + açúcar + água + angostura + casca de laranja), até assumir a liderança.

A notícia é do começo do ano. Então porque está sendo abordada apenas agora pela coluna? É que a promoção do drink ao topo do ranking coincide com um movimento de ampliação da oferta da bebida pronta para consumo. As gigantes Campari e Seagers já estão muito bem posicionadas nos pontos de venda. E pequenos players nacionais começam ingressar neste mercado com produtos artesanais como Apogee, APTK, Bitter&Co, o paranaense Hambre, o multipremiado N45 e o envelhecido Silva&Florent. São propostas diversas, com preços também variados – entre R$ 50 e R$ 150.

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PREJUÍZO

Reprodução Reuters/Borja Suarez

Vinicultores europeus estão com o coração na mão. A forte onda de calor que atinge o continente, afetou fortemente regiões produtoras de países como França, Portugal, Espanha e Itália. Na semana passada 2.700 hectares de parreirais foram destruídos na região de Bordeaux. Em Chablis, também na França, pequenos focos de incêndio estão sendo registrados diariamente. Na Espanha, onde a situação das queimadas é a mais grave da última década, pequenos produtores amargam prejuízos com a destruição total das plantações, e já preveem impactos na qualidade dos vinhos produzidos, relata a reportagem da Reuters.

A situação, embora apresente uma oportunidade para os produtores da América Latina, vai ter impacto no médio/longo prazo na oferta e qualidade dos vinhos do Velho Mundo. Como se já não bastassem as turbulências econômicas em função da pandemia e da guerra na Ucrânia… ☹

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MEDALHAS

Daniel Vanderlinde/Divulgação

Brasil conquistou pelo menos dez medalhas no Concurso Global Gin Masters 2022, realizado em Londres. Destaque para a já multipremiada Yvy, que trouxe medalhas para os gins Terra, Mar e Ar. A Pernod Ricard conquistou medalha com o Amazzoni Rio Negro. A catarinense: a Van Der Haus, de Mafra, no Norte do Estado também foi reconhecida. A destilaria tem apenas três anos de atuação e trouxe medalhas com o New Western (ouro) e London Dry (prata). Motivo de orgulho para o empresário Daniel Vanderlinde (foto). Mais de 500 amostras de todo o mundo participaram na competição.

Na categoria Rum e Cachaças a Don Tápparo conquistou três medalhas Mestre – uma delas pela já famosa cachaça Cabaré. A lista completa dos vencedores está neste LINK.

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AND THE WINNER IS…

Eisenbahn/Divulgação

Blumenau recebe neste fim de semana a etapa final do Eisenbahn Mestre Cervejeiro. O evento, que vai ser apresentado pelo ator Rodrigo Hilbert, pretende misturar música, gastronomia e cerveja, nos moldes do que foi realizado em São Paulo na etapa semifinal do concurso. A ação pretende marcar os 20 anos de fundação da cervejaria blumenauense, uma das pioneiras do movimento artesanal.

Dois finalistas estão na disputa: o paulista Gabriel Paulo e o catarinense: Fabiano Ferreira da Cruz, de Xaxim. O desafio é elaborar a melhor receita de German Pils. Quem vencer leva uma viagem para a Alemanha, além de ter a cerveja produzida em escala industrial pela Eisenbahn.

O Mestre Cervejeiro Eisenbahn está na 12ª edição. Iniciou como um concurso de receitas e evoluiu para um reality show na TV fechada.

Jefferson Douglas da Silva
Jornalista com especialização em Gestão de Marcas, tem mais de 30 anos de experiência em telejornalismo, comunicação corporativa e governamental. Estuda o setor de bebidas desde 1995, tendo formação em coquetelaria (Senac), produção de cerveja artesanal (Escola Superior de Cerveja e Malte) e produção de gin (Inovbev/Esalq). É sommelier de cachaças (Inovbev/Esalq), sommelier de gins (Inovbev/Esalq) e vem se aperfeiçoando no setor de vinhos e espumantes (Enocultura/WSet). Desde 2018 escreve no Portal Making Of sobre ações de marketing do setor de bebidas, curiosidades do mercado (local, nacional e mundial) além de inovações e tendências na área de alcoholic beverages.
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