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quarta-feira, 18 maio, 2022

O inferno de cada um

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O inferno de cada um

Livros, churrasco, wi-fi e café com pão e manteiga foram algumas coisas apontadas pelos amigos em resposta à crônica anterior sobre o “que não pode faltar no céu”. Falar sobre as benesses celestiais me levou a refletir sobre o “outro lado”. Não sei quais minhas chances de ir para lá, mas ainda carrego resquícios de medo das severas punições reservadas aos pecadores, ensinadas durante minha infância católica.

Assim como cada um de nós tem sua abstração sobre o melhor do paraíso, tem também das piores do inferno. No meu caso, o horror já começa no significado da palavra infernum = profundezas da terra. Isso remete à escuridão. Mais horrível ainda é imaginar arder eternamente, justo eu que detesto calor.

Dizem que essas duas coisas são destinadas a todos os infelizes condenados à danação eterna. Agora, se o dito-cujo aquele que comanda o inferno, for tão mau como apregoam, ele deve personalizar o ambiente para cada um. Os meus castigos especiais seriam sapato apertado, mamografia diária, dor de dente e música ruim.

Reunião de condomínio também seria crueldade extrema, ainda mais com as presenças VIPs de alguns que certamente estarão lá, como os assassinos de Garcia Lorca e de Vladimir Herzog ou os que mandaram jogar bombas sobre Hiroshima e Nagasaki.

Posso pensar em coisas ainda mais terríveis, mas acho melhor parar de dar ideias. Vá que exista mesmo inferno e o secretário do demo esteja anotando essas coisas. Logo ele descobriria a pior forma de me fazer expiar todos os pecados, obrigar-me a comer pimentão!

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MICROCONTO DE DOMINGO

O desafio proposto pelo professor e escritor, Robertson Frizero, para os participantes do @literaturaminima: escrever um conto de cem palavras, inspirado em algo real ou fictício acontecido há cinqüenta anos. Lembrei de um personagem da minha família, cuja desgraça cresci ouvindo.

Brígida Poli
Jornalista, cinéfila desde criancinha e maníaca por séries de TV desde "Os Sopranos". Não se considera crítica de cinema, pois não consegue deixar o coração de lado na hora de avaliar um filme. Adora falar e escrever sobre o assunto e tenta chamar a atenção para as grandes obras cinematográficas que as novas gerações desconhecem. Concorda com o mestre Federico Fellini quando ele disse que "o cinema é um modo divino de contar a vida".
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