13.8 C
fpolis
13.8 C
fpolis
sexta-feira, 20 maio, 2022

Um menino chamado Rio

Últimas notícias

Um menino chamado Rio

Minha família ganhou um novo membro há poucos dias. Nascido de pai brasileiro e mãe finlandesa, o menino lindinho – reza a lenda que na família todos somos lindos – ganhou um nome diferente: Rio. A opção foi por uma palavra que soasse bem em português, finlandês e inglês.

Sou muito encantada com nomes. Acho que eles têm influência sobre quem os carrega. Herdei o nome de minhas duas avós e aprendi a gostar deles com o tempo. Na juventude me pareciam antigos, hoje – que sou antiga – eles me parecem bem charmosos e atuais. Aliás, já temos na família outra menina – linda, claro – que leva o meu nome, herdado da bisavó dela.

Algumas mães escolhem o nome dos filhos antes de tê-los. Desde muito cedo dizem “ quando eu tiver um filho vai se chamar…”. Demora mais quando mãe e pai divergem, surgem dúvidas, até consultam o “livro dos nomes” para chegar a uma decisão. Há vários critérios. Se um nome for bonito, mas lembrar alguém de quem não se gosta, está fora da lista.

No Brasil, os nomes vêm em ondas. A novela, o jogador de futebol famoso, a atriz bonita, tudo influencia. Temos uma geração inteira de Marcelos e Patrícias, por exemplo. Teve o boom dos Júnior também. Há poucos anos, os nomes clássicos voltaram à moda: Pedro, Francisco, João. Agora, muitos procuram dar nomes raros aos seus rebentos. Assim, surgiram os Uri, Zyon, Kiron,Yaweh, Chloe. Bem melhor que os inusitados: Ava Gina, Rocambole, Remédio Amargo ou o lírico, Céu Azul do Céu Poente. Sim, existem. Hoje, felizmente, não seriam aceitos pelo cartório.

Atualmente tornou-se popular levar em conta o significado. Não basta soar bem, como Bruno, e significar apenas “marrom”. Melhor ser Gael, significando “belo e generoso”.
“De que vale um nome, se o que chamamos rosa, sob outra designação teria igual perfume?”. A frase foi escrita por Shakespeare. É Julieta quem faz a pergunta a Romeu, contestando a importância do sobrenome do amado para impedir o amor dos dois.

Quem sou eu para contestar o maior de todos, mas me arrisco a dizer que a flor torna-se mais interessante por ter um belo nome. Seria o mesmo se ela fosse chamada de, sei lá, titica? Ou, titica tornar-se-ia uma linda palavra por ser o de uma flor perfumada? Pronto, tergiversei.

Na verdade, eu só queria dar ao Rio – que está do outro lado mundo- as boas vindas a essa família de gente linda, modesta e meio maluca.

(Brígida De Poli)

Brígida Poli
Jornalista, cinéfila desde criancinha e maníaca por séries de TV desde "Os Sopranos". Não se considera crítica de cinema, pois não consegue deixar o coração de lado na hora de avaliar um filme. Adora falar e escrever sobre o assunto e tenta chamar a atenção para as grandes obras cinematográficas que as novas gerações desconhecem. Concorda com o mestre Federico Fellini quando ele disse que "o cinema é um modo divino de contar a vida".
Mais notícias para você
Últimas notícias

Congresso ACAERT tem início neste domingo com palestra de Hamilton Mourão

O 18º Congresso Catarinense de Rádio e Televisão, que a Acaert - Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e...
.td-module-meta-info { font-family: 'Open Sans','Open Sans Regular',sans-serif; font-size: 14px !important; margin-bottom: 7px; line-height: 1; min-height: 17px; } .td-post-author-name { font-size: 14px !important; font-weight: 700; display: inline-block; position: relative; top: 2px; }