Fevereiro 01, 2020

FAZENDO O PRÓPRIO VINHO

FAZENDO O PRÓPRIO VINHO
Foto: Sebrae/Divulgação

Pequenas vinícolas do Rio Grande do Sul encontraram uma nova maneira de se diferenciar das grandes indústrias, atrair consumidores, e ainda faturar algum dinheiro com isso. Apoiadas pelo Sebrae algumas delas criaram programas em que recebem consumidores interessado em colocar a “mão na massa” e produzir o próprio vinho. A Faccin, que fica no Vale dos Vinhedos, oferece a possibilidade do participante acompanhar todas as etapas da vinificação, desde a colheita das uvas até o engarrafamento e rotulagem do produto. O grande diferencial deste projeto é aproposta de vinificação natural, em que a fermentação é feita de forma espontânea, apenas com as leveduras selvagens contidas nas cascas da própria uva. Justamente por isso o projeto foi batizado Meu Vinho Natureba.

Foto:Sebrae/Divulgação

A próxima turma de vinificação começa no dia 8 de fevereiro, com a colheita da uva para a elaboração de um vinho laranja. E segue ao longo do ano com mais dois encontros na vinícola. O investimento é de R$ 3,4 mil e dá direito a um acompanhante por encontro e três almoços com vinhos. Ao final, cada cotista leva para casa 50 garrafas do vinho que ajudou a produzir. As inscrições estão abertas e devem ser feitas através do site da empresa.

A coluna já havia comentado em outubro passado sobre a popularização de projetos deste tipo. Na prática, vinificadores estão buscando o apoio de “cotistas” que ajudam a financiar lotes exclusivos, se envolvem em todo o processo de produção e, além de levar parte da produção pra casa, garantem uma experiência única – e boas histórias para contar.

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QUADRADO

Foto: GarçonWines/Divulgação

Se depender de uma empresa inglesa, a garrafa de vinho – como conhecemos – pode estar com os dias contados. A GarçonWines (que começou como uma empresa de entregas) decidiu redesenhar a garrafa (foto) de forma a facilitar a armazenagem e distribuição do produto.

Na prática a nova embalagem é plana e feita de plástico reciclável. Segundo a empresa, há inúmeras vantagens: é 87% mais leve que uma garrafa de vidro; ocupa só 40% do espaço de uma garrafa tradicional; e necessita menos papéis ou plásticos para protegê-la durante o transporte.

O produto já foi patenteado em 35 países e ganhou um prêmio de sustentabilidade em 2019. A aposta é que, se emplacar, o modelo pode ajudar a reduzir a emissão global de gás carbônico gerado na produção de 33 bilhões de garrafas fabricadas por ano, mundo afora.

 

Foto: GarçonWines/Divulgação

Segundo a empresa, a ideia surgiu para para facilitar a entrega de vinho, já que – com um formato mais compacto – a garrafa pode ser deixada na caixa de correio (foto). O cálculo é de que hoje as empresas de logística do Reino Unido tem um custo de R$ 8,7 bilhões por ano com entregas de vinho não realizadas.

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COCA-COLA NO PÁREO

Foto: Coca-Coca/Divulgação

Principal fabricante de refrigerantes do mundo, a Coca-Cola lançou há pouco mais de uma semana as primeiras bebidas alcoólicas da marca no Brasil. São três versões da Schweppes: Gin Tônica, Spritz e Vodka&Citrus, todas com 5% de teor alcoólico. As bebidas foram desenvolvidas no Centro de Inovação da Coca-Cola Brasil, inaugurado no Rio de Janeiro no ano passado, aproveitando o fato da Schweppes já ser muito conhecida no mundo da coquetelaria. As bebidas estão disponíveis por enquanto apenas na loja virtual da Coca-Cola e em algumas lojas de conveniência da rede AMPM na Grande São Paulo.

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STARTUP DA CACHAÇA

Arte: Internet/Reprodução

Imagine a dificuldade de uma pequena destilaria de cachaça para cortar e processar cana, e ainda cuidar dos processos de fermentação, destilação e armazenagem da bebida. Agora junte a essa equação a enorme burocracia brasileira com questões de legislação, tributação, emissão de notas fiscais... Isso sem contar com o desafio do marketing e vendas. Pois o que é dificuldade para muitos, virou oportunidade para uma startup mineira.

Criada por três estudantes universitários de Ouro Preto, a startup já atende 231 alambiques e monitora – no total -  4,7 milhões de litros da bebida em destilarias espalhadas por 13 estados. O Cachaça Gestor, como é chamado, captura e analisa dados dos processos dos alambiques, aponta falhas e ajuda planejar a produção e comercialização da bebida.O próximo passo do negócio vai ser articular a exportação de cachaças produzidas pelas destilarias.

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FESTIVAL DE CERVEJAS ÁCIDAS

Foto: Shutterstock/Reprodução

Curitiba vai sediar de 4 a 8 de fevereiro o primeiro Festival de Cervejas Sour da cidade. O estilo cervejeiro é conhecido pela acidez e refrescância. As opções estarão disponíveis com valores a partir de R$16 e entre os rótulos, o público poderá conhecer a Duchesse Chocolate Cherry, uma FlandersRed Ale, que foi considerada uma das melhores cervejas do festival SlowBrew de 2019; e a Tropical Blood, uma berlinerweisse da cervejaria Infected, de Santos, que conta com adição de frutas vermelhas e foi envelhecida em barris de carvalho.O evento é promovido pela We Are Bastards Pub.

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Jefferson Douglas da Silva

Jefferson Douglas da Silva

Jornalista com especialização em Gestão de Marcas, atuou por mais de 25 anos em jornais e emissoras de televisão de Chapecó, Blumenau, Joinville e Florianópolis. Foi repórter, editor, apresentador e gestor de equipes de TV, entre elas a chefia de redação da RBS TV. Tem experiência em assessoria de comunicação e relações públicas nas áreas governamental e privada. Conhece em detalhes a rotina de cantinas que produzem vinho colonial no Oeste do estado e alambiques do Vale do Itajaí. Fez cursos de coquetelaria (Senac) e produção artesanal de cerveja (Escola Superior de Cerveja e Malte). Apaixonado por vinhos, estuda o assunto desde 2001.

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